Jornal do Commercio
Infraestrutura

Grande cliente da transnordestina será minério de ferro

Produto pode chegar a 80% da carga, superando os grãos, antes considerados principal produto da ferrovia

Publicado em 28/07/2011, às 16h10

Giovanni Sandes

A ferrovia Transnordestina mudou seu principal cliente e terá no minério de ferro, produzido no entorno do município de Paulistana, ao sul do Piauí, sua maior carga, podendo ultrapassar 80% do teto previsto de 22 milhões de toneladas por ano em 2016. Normalmente, se divulga que o transporte de grãos e de gesso será a base do negócio da nova malha ferroviária da região. A nova informação foi repassada na manhã desta quinta-feira (28) pelo diretor de negócios da Transnordestina Logística, Marcello Marques.

Segundo o executivo, a mina ainda não produz e a projeção é baseada no pontencial de extração da jazida, de 15 milhões de toneladas por ano. "O negócio do minério não existia (não era viável) antes. Foi viabilizado exatamente pela ferrovia", afirma Marcello Marques. Ele participou nesta quinta do Suape Business Meeting, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-Recife).

A Transnordestina terá 1.728 quilômetros de extensão, ligando Eliseu Martins, no Piauí, a dois destinos diferentes, com ramais partindo de Salgueiro, em Pernambuco. Da cidade sertaneja, um tronco da ferrovia seguirá para Suape. O outro vai para o Porto de Pecém.

A previsão é de que a ferrovia comece a operar no final de dezembro e em janeiro de 2013 Suape esteja plenamente operacional.

Marcello Marques comenta que, no momento, há revisões do traçado até o complexo industrial portuário porque já muitos elementos novos, face ao projeto executivo original. Entre eles está o Arco Metropolitano, uma espécie de "Rodoanel" que Pernambuco estuda construir para o transporte rodoviário de cargas como alternativa ao sufocado trecho urbano da BR-101. Assim como o primo paulistano, o Rodoanel, o Arco Metropolitano será uma via expressa voltada ao tráfego pesado que servirá para agilizar mercadorias e também livrar o Grande Recife do grande fluxo de caminhões.

Embora em  fase de estudos, o Arco, estimado em R$ 1,8 bilhão, terá 98 quilômetros e ligará Itamaracá à Suape por um novo traçado que cortará a BR-232 e a BR-408. "Quando passamos dos estudos para a realidade, nos deparamos com essas interseções. Agora, temos que readequar o projeto no trecho até Suape", afirma o executivo. Mesmo assim, ele sustenta o prazo de início oficial da operação para janeiro de 2013.

Leia na edição desta sexta-feira (29) a cobertura completa do assunto no caderno de Economia do Jornal do Commercio.




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