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Delta, envolvida no escândalo Cachoeira, tem contratos em Pernambuco

Empreiteira recebeu, só em 2011, R$ 105 milhões de três órgãos estaduais

Publicado em 23/04/2012, às 17h09

Giovanni Sandes

Atualizada às 20h45

A Delta Construções, envolvida em um escândalo nacional com o bicheiro Carlos Cachoeira, tem contratos milionários com o governo pernambucano em três diferentes órgãos, ligados às Secretarias das Cidades e de Transportes. Somente no ano passado, de acordo com levantamento do JC, a Delta recebeu de Pernambuco R$ 105 milhões, sem contar outros anos. Em 2012, o governo já empenhou (primeiro passo burocrático para o desembolso) outros R$ 49,3 milhões.

O caso Cachoeira começou como um ataque da base aliada no Congresso contra o senador Demóstenes Torres – ex-DEM e atual sem partido, por Goiás. Mas, logo após o Senado e a Câmara terem aprovado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, o escândalo cresceu e foi revelado um forte envolvimento de Cachoeira com a Delta, empreiteira com um grande volume de obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e presença em Estados governados por diferentes siglas partidárias.

A dimensão foi tamanha que governos estaduais, como São Paulo e Rio de Janeiro, desde a semana passada começaram a anunciar reavaliações e mesmo suspensões de contratos com a construtora. Pernambuco, até agora, não se manifestou sobre o caso.



De acordo com o levantamento da reportagem no Portal da Transparência de Pernambuco, o valor empenhado pelo governo pernambucano para a Delta, nos últimos três anos, chega a R$ 179 milhões, enquanto os pagamentos efetivos somam R$ 170 milhões.

Na noite desta segunda (23), o governo do Estado emitiu nota oficial sobre assunto. Leia na íntegra:

O Governo do Estado mantém contratos com a Delta para execução de obras de responsabilidade das Secretarias de Cidades e Transportes, bem como das vinculadas DER e CEHAB. Por se tratar de ações prioritárias, a maior parte delas do PAC, essas obras são submetidas a monitoramento sistemático desde o seu início, tanto no que diz respeito à execução física quanto à financeira. Entretanto, considerando-se a situação da empresa, alvo de graves denúncias nos meios de comunicação, o Governador Eduardo Campos determinou à Controladoria Geral do Estado que faça, no prazo estimado de 30 dias úteis, uma auditoria especial em tais contratos, de modo a subsidiar qualquer decisão que tenha de ser tomada em relação aos mesmos.




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