Jornal do Commercio
Franquias

Cecon-PE recebe 2ª edição da ABF Franchising Expo Nordeste

Em paralelo, também haverá a Fispal Food Service Nordeste e a Fispal Tecnologia Nordeste

Publicado em 04/11/2012, às 08h00

Da Editoria de Economia

Começa nesta terça (6) e vai até sexta (9) a segunda edição da ABF Franchising Expo Nordeste, evento voltado exclusivamente para o setor de franquias. Trata-se de um mercado que gera mais de 700 mil empregos e, este ano, pretende ultrapassar os R$ 88,8 bilhões faturados em 2011, quando o Nordeste foi a segunda região do País que mais cresceu no setor.Será no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, das 16h às 22h.

O público-alvo são pessoas que pretendem abrir ou expandir o próprio negócio. Quem for conferir vai poder conhecer franquias de vários setores da economia –comércio, escolas, saúde, serviços – e com investimentos iniciais bem variados. Haverá cerca de 100 marcas consolidadas no mercado expondo e divulgando seus planos de expansão para a região. Entre elas estão Cacau Show, Divino Fogão, Dr. Resolve, Fundação Fisk, Pink Biju, Spoleto, Onodera, Griletto e Mil Milk Shakee Onbyte.

A feira é uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a BTS Informa. O diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo, defende que “a ABF Expo Nordeste é uma excelente opção para conhecer mais do sistema e das marcas em expansão em um único local”. A expectativa nessa segunda edição é receber cerca de 18 mil visitantes e movimentar R$ 23 milhões em negócios.

Consultorias especializadas em desenvolvimento de marcas via sistema de franquias também estarão com estandes. Além de oferecer seus serviços, esses expositores irão cadastrar interessados em adquirir unidades franqueadas. Entre as consultorias estão US Franchising e HM Varejo e Franchising.

Os visitantes poderão ainda participar de cursos rápidos gratuitos, realizados no mesmo local do evento. Na programação, haverá palestras como “Avaliando a franquia dos seus sonhos”, “Como avaliar seu perfil empreendedor e obter sucesso”, “Aspectos jurídicos da franquia”, “Passos para comprar sua franquia” e várias outras.

EXPANSÃO - Os números da ABF mostram que Recife é o maior polo de empresas franqueadoras do Nordeste. A capital conta com 28 redes, o que lhe confere o 7º lugar no ranking brasileiro de franquias. Um grande fator de atração do mercado nordestino é o custo de abertura da empresa abaixo dos preços praticados no eixo Rio-São Paulo.

Confira mais detalhes e a programação completa aqui.

ALIMENTOS, BEBIDAS E TECNOLOGIA - Em paralelo à ABF Franchising Expo Nordeste, o Centro de Convenções de Pernambuco receberá, entre 6 e 9 deste mês, também das 16h às 22h, duas outras feiras voltados para o mercado regional: a Fispal Food Service Nordeste e a Fispal Tecnologia Nordeste.

A primeira será voltada exclusivamente para o setor de alimentação fora do lar e bebidas, reunindo profissionais de vários segmentos. Serão mais de 150 marcas expositoras.
A expectativa é receber um total de 14 mil pessoas nos quatro dias, entre decisores de compras e proprietários de restaurantes, padarias, bares, pizzarias, sorveterias, hotéis, buffets, cafés, entre outros estabelecimentos.
A Fispal Tecnologia Nordeste terá 70 marcas expositoras que irão apresentar ao público as maiores novidades em embalagens, processamentos e logísticas.

DICAS - 12 problemas que impedem o crescimento de uma rede de franquias, segundo a Rizzo Franchise:

1 - Criação de diversos modelos de franquia: vários modelos de formato de franquia, criados para expandir a rede em localidades menores, sem o perfil adequado, que não comportam o modelo tradicional. São os quiosques, franquia compacta, displays de produtos, enfim, modelos com investimento menor e mix reduzido de produtos, levando o franqueador a descaracterizar o negócio.

2 - Expansão focada na quantidade e não na qualidade: tendência para expansão de maneira desordenada, para chegar a um número de unidades franqueadas que possam justificar os custos da empresa franqueadora, sem a preocupação de selecionar corretamente o franqueado e planejar a expansão de maneira profissional. O resultado é a abertura e o fechamento constante de
unidades.



3 - "Tropicalização" de franquias: problema bem parecido com o item número 1, também é uma forma de adaptar a franquia aos gostos de cada região onde se abre uma unidade. Com isso, a empresa vive alterando o mix de produtos, inserindo alguns e tirando outros a cada nova localidade, perdendo escala e ganho de competitividade.

4 - Franqueadores com diversos negócios diferentes que vendem franquias: depois de ganhar experiência vendendo uma franquia, alguns franqueadores arriscaram criar outras empresas franqueadoras para vender franquias de diversas marcas, com diversos tipos de produtos ou serviços diferentes para diferentes gostos e bolsos. Conclusão: perda de foco e de envolvimento em cada um dos negócios criados.

5 - Falta de experiência na operação de unidades próprias: grande parte dos franqueadores não tem experiência suficiente para vender franquias, porque sequer operaram unidades próprias tempo suficiente para aprenderem a acertar
e errar.

6 - Licenciamento em vez de franquias: para não ter problemas na justiça com a Lei do Franchising ou até mesmo por falta de orientação adequada, empresas dizem "licenciar" uma marca, quando na verdade, concedem franquias.

7 - Franquia como canal de distribuição de produtos: muitos franqueadores no Brasil vêm da indústria, ou seja, industrializam os próprios produtos que os franqueados vendem. Com isso, só enxergam a franquia como canal de distribuição e venda e não como um negócio onde o que se vende é a experiência de sucesso no varejo.

8 - Contratação de corretores de franquias: com o objetivo de acelerar a expansão, franqueadores contratam empresas ou executivos para intermediar o contato entre potenciais candidatos e terceirizar a venda da franquia. Depois, amargam a experiência de não conseguir entregar o que foi vendido por outras pessoas.

9 - Franquias que dão "filhotes": franqueados insatisfeitos podem se juntar, sair da rede e montar outras redes, seja através de cooperativas, seja através de redes concorrentes. Isso normalmente acontece porque a empresa franqueadora não estruturou fornecedores comprometidos com o menor preço para a rede ou é mais uma conseqüência da venda de produtos exclusiva do franqueador para a rede.

10 - Ser comprado, em vez de vender franquias: a tentação de conceder franquias a candidatos com dinheiro, mas sem perfil necessário para ser um franqueado, faz com que franqueadores deixem de planejar a venda de franquias e passem a ser "comprados" de maneira inadequada.

11 - Fundo de Propaganda mal administrado: um dos problemas que mais levam franqueados a recorrer à justiça é o fundo de propaganda administrado de maneira incorreta, sem a transparência necessária e com campanhas que não beneficiam a rede como um todo.

12 - Franqueados "problemas": a incorreta seleção de franqueados traz para rede perfis que normalmente trazem problemas em médio prazo e que, muitas vezes, são irreversíveis. Os tipos de franqueados "problemas" mais comuns são:
- ex-funcionário;
- amigo ou parente;
- o investidor;
- o empreendedor;
- aquele que quer comprar mais de uma franquia logo na primeira vez;
- franqueado com experiência anterior no mesmo ramo;
- aquele que quer comprar a franquia para a mulher ou para os filhos;
- sócios do franqueador;
- franqueados que têm outros negócios;
- franqueados que têm sócios.


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