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Quando comprar na loja ou no site

Expansão do comércio online e de ferramentas como smartphones facilita compras, mas traz dúvidas sobre as vantagens do comércio tradicional e do eletrônico

Publicado em 25/05/2013, às 11h00

Do JC Online

A expansão do comércio online e das ferramentas de comunicação, como smartphones, facilitou o acesso às compras. Mas o excesso de oferta traz dúvidas aos consumidores, como quais as vantagens entre comprar na loja física ou na virtual. A E-bit, especializada em fornecimento de informações sobre o e-commerce, analisa uma série de ferramentas que auxiliam a tomada de decisão na hora da compra. Diretor-geral da E-bit, Pedro Guasti explica que, antes da escolha, o consumidor deve avaliar as vantagens de cada um, site e loja física.

“O estabelecimento físico e os sites não são canais que se substituem. Tudo depende da necessidade do consumidor, que deve avaliar quando vale a pena comprar em um ou outro. Se precisa de um produto com urgência e não pode aguardar o prazo de entrega, ele vai até a loja física. Antes, pesquisa na internet e já vai ao lugar com melhor preço. Ou faz o caminho inverso, indo até a loja para ver o produto, tocar, experimentar e depois volta para casa para comprar pelo site, se o preço for mais atrativo”, conta.

“Também não adianta comprar um produto que está mais barato em um site se o frete é muito caro”, alerta Pedro.
Antes de tomar uma decisão, o consumidor tem uma série de canais que permitem um comparativo, como o acesso a informações e reviews (avaliações) de outros clientes em sites que comparam preços, como Buscapé. “Os smartphones também são aliados do consumidor, que pode se munir de informações quando está em uma loja e negociar melhores preços diretamente com os vendedores”, completa.

Para atrair o cliente às lojas físicas, as redes do comércio tradicional que atuam também no e-commerce começam a aderir ao chamado pickup in store, quando o cliente compra no site e busca o produto no estabelecimento físico, com preço melhor e sem frete.

“Se o consumidor compra um produto no site e escolhe retirar no estabelecimento físico, economiza no frete. Mas também deve pensar em outros gastos que terá no deslocamento, no gasto com estacionamento e também na possibilidade de gastar mais indo até a loja, se deparando com outros produtos que acaba comprando por impulso”, observa Pedro.



A rede varejista Eletro Shopping aposta nos dois canais de vendas. O diretor comercial do grupo, Cristiano Vilar, diz que site e loja não concorrem entre si, mas se complementam. “Há três anos, a gente gerenciava o site junto com a loja física, mas observamos que essa estratégia não era rentável, até porque a loja virtual nunca vai concorrer com a física e sim com outros sites”, conta Cristiano.

O diretor enfatiza que o mix do site da Eletro Shopping chega a ser bem mais amplo que o das lojas, pois tem custos são menores. “Vendemos de panelas, livros e calçados a CDs. Ainda este ano vamos lançar até sex shop no site, coisa que nunca imaginamos nas unidades físicas”, explica o diretor. A Eletro Shopping também estuda aderir ao pickup in store.

Segundo Cristiano, o faturamento do site cresce quase 50% ao ano. “Não divulgamos o faturamento das lojas, mas se considerarmos o site como uma loja, ela é a que tem o maior faturamento disparado, até porque a base era menor. Mas é o segmento que mais cresce”, reforça o diretor.

O gerente da Livraria Saraiva do RioMar Shopping, Rafael Procópio, diz que o preço de um livro na loja físico não tem como ser o mesmo do site, por conta de custos como energia, aluguel, funcionários. “Os custos impactam cerca de 20% sobre o valor do produto. Mas isso pode ser mais vantajoso dependendo do que o cliente pagaria pelo frete”, afirma. A livraria já adota o pickup in store. “Essa estratégia é boa para o site, que vende, e para o cliente, que adquire o produto por um menor preço. E ainda para a loja física, pois o cliente acaba se interessando por algo mais e faz outra compra”, diz Rafael.


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