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Educação

Gaste menos no intercâmbio

Escolher cidades menos badaladas e realizar alguma atividade remunerada são dicas para baratear estudo fora do País

Publicado em 19/04/2014, às 19h42

Luisa Ferreira, 24 anos, já fez cinco intercâmbios e garante:
Luisa Ferreira, 24 anos, já fez cinco intercâmbios e garante: "é possível viajar por conta própria"
Ricardo Labastier/JC Imagem
Gabriela Lopez

Muitas vezes o desejo de fazer intercâmbio para aprender idiomas ou conhecer novas culturas esbarra no orçamento apertado. Entretanto, há opções que possibilitam a viagem por menos do que você imagina. Conciliar estudo com trabalho, optar por destinos menos “badalados”, conseguir uma bolsa de estudo e não contratar agências são algumas opções.

O programa mais conhecido para quem escolhe estudar e trabalhar é o Au pair, que, na prática, é uma troca de serviços. O intercambista é acolhido na casa de uma família – que oferece um salário, acomodação, alimentação e paga uma escola de idiomas – e, em contrapartida, presta algum serviço, geralmente cuida dos filhos.
Após um ano e meio fazendo curso de inglês no Recife, a bióloga Larissa Simões, 23 anos, quer aperfeiçoar a língua com um intercâmbio para ter mais competitividade no mercado de trabalho. Ela optou por este modelo para baratear a viagem e está na fase de escolher a residência que a acolherá.

A Experimento Intercâmbio Cultural, agência contratada por Larissa, coloca a estudante em contato com a família. A viagem de um ano custará R$ 800, para o serviço da Experimento, mais US$ 500 (R$ 1.100, considerando o dólar a R$ 2,20) para a agência americana responsável pelo programa, além de, claro, despesas com passaporte, visto, taxas e testes de nível de inglês necessários para entrar no país e passagem aérea.
“Conheci o programa através de duas amigas que foram e gostaram e o preço mais em conta foi o que me atraiu”, conta. Até agora, ela prevê desembolsar R$ 4 mil, fora a passagem, que só será comprada quando o destino estiver acertado.

A supervisora de Gestão da Experimento para a Região Nordeste, Carolina Ferraz, aconselha quem tentará o Au pair a optar pelos Estados Unidos, porque o País possui regras para o programa, como definição de salário mínimo (US$ 200 por semana) e férias. “O governo americano legisla no programa, então nos sentimos mais seguros para mandar os alunos”, conta. Podem participar mulheres com idades entre 18 e 26 anos.



O coordenador Regional da Belta (uma associação brasileira que reúne instituições atuantes nos segmentos de cursos, estágios e intercâmbios no exterior) para a Região Norte/Nordeste, Antonio Bacelar, orienta que países como Irlanda, Austrália e África do Sul também permitem trabalhar e estudar. Geralmente o intercambista começa os seis primeiros meses estudando e o restante pode trabalhar.

Para quem quer aperfeiçoar o espanhol, destinos na América Latina, como Panamá, Costa Rica e Argentina são as opções mais baratas atualmente.

Além disso, optar por cidades do interior no lugar de capitais também alivia o custo de vida, entretanto, nelas é mais difícil conseguir emprego, alerta Antônio Bacelar. “Quanto maior o nível de inglês, o estudante encontra empregos mais bem remunerados. Se você tem um inglês básico, pode entregar jornal, ser garçom, camareiro”, exemplifica.

Segundo ele, em Dublin, capital da Irlanda, o custo de vida varia entre  700 euros e mil euros por mês. Um entregador de jornal ganha mensalmente cerca de 800 euros. Portanto, dá para se manter. Se o estudante trabalhar, o intercâmbio pode ficar até 6 mil euros mais barato.

Leia mais na edição do JC deste domingo.




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