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Mundial termina sem Cidade da Copa

Âncora da candidatura pernambucana para o evento, complexo imobiliário de R$ 1,6 bilhão sequer teve o terreno liberado

Publicado em 02/07/2014, às 00h36

Em 2011, governo informava: projeto teria a primeira fase entregue este ano e conclusão em 2025 / Imagem: divulgação

Em 2011, governo informava: projeto teria a primeira fase entregue este ano e conclusão em 2025

Imagem: divulgação

Giovanni Sandes

O fim da participação pernambucana no Mundial 2014 já motiva empresas e o governo a realizarem balanços do evento. Uma das principais ausências foi da âncora da candidatura pernambucana para a Copa. O que aconteceu com o projeto prometido como maior legado pós-Mundial do Brasil? Afinal, o que houve com a Cidade da Copa, complexo imobiliário estimado em R$ 1,6 bilhão?

Para quem não se lembra, em 2009 Pernambuco surpreendeu o País ao propor à Fifa não só um moderno desenho de arena esportiva e sim toda uma nova centralidade urbana. O estádio ocuparia só 42 hectares de uma área em São Lourenço da Mata que, no total, é de 242 hectares, às margens da BR-408, bem perto do Terminal Integrado de Passageiros (TIP).

Com uma complexa engenharia financeira, a assinatura do contrato ocorreu em junho de 2010 com a Arena Pernambuco Negócios, da organização Odebrecht. O projeto imobiliário virou uma peça de uma parceria público-privada (PPP), tipo de concessão com pagamentos e contrapartidas do governo.

Em 2011, a Secretaria Extraordinário da Copa (Secopa) previa quatro fases, até 2025. A primeira teria investimentos de R$ 800 milhões, começaria em abril de 2012 e sairia a tempo do Mundial. Ontem, procurada, a Secopa não se posicionou, porque hoje realiza um balanço, pois agora que o Mundial no Estado acabou ela será extinta.

Pelo prazo da própria Secopa, além do estádio já deveriam ter saído, entre outros, um ginásio para 15 mil expectadores, 72 mil metros quadrados de comércio, entretenimento e alimentação, um hotel, a primeira fase do centro de convenções, com 9.500 metros quadrados, hipermercado, centro de visitação e exibição e centro universitário. Ano que vem já viria a segunda fase.

Quando o estádio ficou pronto, ano passado, a arena e o complexo viraram unidades de negócio diferentes. E até hoje, após atraso na licença ambiental, a Cidade da Copa espera o básico: o repasse do terreno, que virou polêmica na Assembleia, foi aprovado e até ontem ainda esperava sanção do governador João Lyra.

A Odebrecht evita comentários. Para o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), André Callou da Cruz, por sua magnitude, o projeto da Cidade da Copa não depende só do Mundial. “Claro, o evento seria um grande chamariz. Mas seu período de implantação é muito mais longo. Precisa ser planejado e discutido com calma”, avalia.




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