Jornal do Commercio
INOVAÇÃO

Empresa lança livro que ensina como implementar projetos de tecnologia na escola

A iniciativa foi da empresa pernambucana Escribo ao perceber que é baixo o uso da tecnologia em sala de aula

Publicado em 02/08/2015, às 12h42

Publicação sugere práticas pedagógicas com gestão de projetos, diz Amorim / Foto: Guga Matos/JC Imagem
Publicação sugere práticas pedagógicas com gestão de projetos, diz Amorim
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Da Editoria de Economia

Governos estaduais, municipal e federal já lançaram várias iniciativas para aumentar o uso de novas tecnologias na sala de aula, mas o seu uso continua sendo pouco aplicado no dia a dia da escola, quando o mundo já é completamente digital. Pensando em preencher essa lacuna, a empresa pernambucana Escribo lançou, em meio digital, o livro Os Três Segredos para Transformar Sua Escola com Tecnologia, que constrói um passo a passo que pode ser empregado por professores e diretores para desenvolver qualquer projeto que use a tecnologia em sala de aula. Lançado no mês passado, o e-book é o primeiro da lista da loja virtual da Apple na categoria de livros para professor.

“Não é uma publicação acadêmica. Nem de teorias. É de prática pedagógica com gestão de projetos, porque percebemos que a utilização de tecnologia é uma atividade rara na escola", conta o sócio-diretor da Escribo, Américo Amorim,um dos autores do livro que tem a co-autoria de outro sócio da empresa, o professor do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco Giordano Cabral. A empresa  faz, em parceria com editoras tradicionais, a plataforma digital que acompanha os livros  didáticos usados por cerca de 800 mil alunos em todo o País. Essa plataforma digital é pouco usada por professores e alunos, segundo Américo.

O "estalo" para fazer o livro veio depois que o pessoal da Escribo tomou conhecimento da  Pesquisa  Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey - TALIS) a qual revelou que quase 69,7% dos diretores de escolas brasileiras apontaram que faltam tecnologias adequadas para auxiliarem o aprendizado na escola. O levantamento se baseou em entrevistas com mais de 3 mil diretores e professores no Brasil, sendo realizada pela OCDE em mais de 60 países.

"Depois desse resultado, entendemos que os professores e diretores de escolas precisam de ajuda e achamos mais estratégico lançar o livro para as escolas começarem a usar a tecnologia que elas já têm acesso", afirma Américo, se referindo às iniciativas adotadas pelos governos estaduais, federal e municipal, como por exemplo a compra de tablets, as plataformas digitais que acompanham o livro didático, entre outras.



O livro está à venda por US$ 5 e é comercializado na Amazon, além da loja virtual da Apple. A Escribo fez uma parceria com o Jornal do Commercio e os nossos leitores poderão fazer um download do livro, grátis, no seguinte link  (Escribo.com/jc) até o dia 04 de agosto.


Os três segredos que fazem os projetos de tecnologia serem bem sucedidos na escola são: ser divertido (para os alunos) , ser realizado por etapas e gerar algum resultado que os estudantes possam mostrar aos pais, comunidade, entre outros.

A educação passou a ser um negócio para a Escribo desde 2010, quando a empresa passou a vender livros impressos (dos alunos e dos professores) para auxiliar os softwares desenvolvidos com a finalidade de habilitar os mestres de artes a ensinar música. Antes disso, a empresa, que se chamava D'accord fez games e softwares que ensinavam as pessoas a tocarem música.

Hoje, a empresa fornece a plataforma do livro educacional digital (LED) utilizada pela Somos Educação (ex-Abril Educação) em todos os sistemas de ensino, incluindo colégios reconhecidos como o Anglo, em São Paulo, e o Motivo, do Recife, entre outros. Os produtos da empresa também foram adotados empresas Saraiva, FTD, IBEP e Cultura Inglesa.

A Escribo emprega 23 pessoas, registrou um faturamento de R$ 1,5 milhão em 2014 e este ano espera atingir R$ 2 milhões (em faturamento). Uma parte desse crescimento está relacionado ao desenvolvimento de uma plataforma digital a ser usada na alfabetização de crianças que deve chegar às escolas no segundo semestre de 2015. Atualmente, cerca de 70% da receita da empresa vem do livro didático e plataforma educacional digital. Os 30% restantes são obtidos com a venda dos softwares de ensino da música.





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