Jornal do Commercio
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Mil consumidores passam a produzir uma parte da sua energia

Isso contribui para economizar energia porque diminui o consumo do sistema e reduz as perdas no transporte (da energia)

Publicado em 11/11/2015, às 08h00

O advogado Marcelo Ferreiro instalou um sistema fotovoltaico no telhado da sua casa e conseguiu economizar na conta / Diego Nigro/JC Imagem
O advogado Marcelo Ferreiro instalou um sistema fotovoltaico no telhado da sua casa e conseguiu economizar na conta
Diego Nigro/JC Imagem
Angela Fernanda Belfort

Mil consumidores já produzem uma parte da energia que consomem no Brasil, segundo números da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Eles aderiram à geração distribuída, aquela em que a geração ocorre próxima ao consumo, usando como matéria-prima uma fonte renovável, a radiação do sol ou os ventos. Eles são responsáveis por 1125 conexões que representam uma potência instalada de 13,1 megawatts (MW) , energia suficiente para iluminar pouco mais de 70 mil casas, cada uma com um consumo médio mensal de 100 quilowatts-hora (kWh). 

A maioria dessas conexões (1074) usa a radiação do sol para gerar energia. Os ventos são utilizados em 30 conexões e o restante possui outras fontes. Todos são projetos de micro e minigeração. 

Mas por que a geração distribuída resulta em economia de energia ? Primeiro, quem produz passa a consumir menos do Sistema Interligado Nacional (SIN) e a monitorar melhor o seu consumo. Ao mesmo tempo, não há perdas no transporte da energia, porque uma parte é consumida no local da geração e somente o excesso vai para a rede de distribuição. No Brasil, os empreendimentos geradores, como as grandes hidrelétricas, estão longe das grandes cidades que consomem mais. Isso faz com que uma parte da energia se perda no transporte.



Cansado de ter uma conta na faixa dos R$ 800, o advogado Marcelo Ferreiro implantou um sistema solar fotovoltaico no telhado da sua residência em Candeias. A conta dele de outubro – com o vencimento em novembro – ficou em R$ 67,21. “Os fabricantes me informaram que o sistema se pagaria em nove anos”, conta. O sistema chegou a fabricar 43 quilowatt (kw) em um dia e o consumo médio mensal dele é de 655 kWh. Com 25 anos, as placas vão gerar com 80% da sua capacidade. 

A implantação de sistemas fotovoltaicos só faz aumentar. Em 2014, a Celpe energizou nove sistemas desse tipo no Estado. Entre janeiro e outubro últimos, 33 novos entraram em operação.

“Registramos um aumento de 151% na quantidade de sistemas instalados entre janeiro e outubro deste ano em Pernambuco, Bahia e Maranhão, comparando com o ano passado”, diz o superintendente da Satrix, Ivaldo Maia. A empresa instala sistemas fotovoltaicos em empresas e residências. 




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