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Black Friday

Estoques são ampliados para a Black Friday

Apesar da descomnfiança de alguns consumidores, o varejo acredita que a Black Friday deste ano terá resultados positivos

Publicado em 24/11/2017, às 11h46

Diversas lojas e shoppings da cidade se mobilizaram para a data / Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
Diversas lojas e shoppings da cidade se mobilizaram para a data
Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
Editoria de Economia

Depois de uma semana de ofertas antecipadas, campanhas de divulgação e expectativas, acontece nesta sexta-feira (24), oficialmente, a Black Friday. Apesar de a data ainda causar desconfiança por parte de alguns consumidores, o varejo aposta no sucesso, fruto do consumo represado durante a fase crítica da crise e da melhoria do acesso ao crédito e dos juros mais baixos. Sozinho, o segmento de comércio eletrônico pretende faturar mais de R$ 2 bilhões com as vendas relacionadas a esta sexta-feira, número 15% maior que em 2016. A economia estabilizada ao longo do ano ainda ajudou a reforçar os estoques para que não faltem mercadorias.

Um dos motivadores do cenário mais otimista é a maior estabilidade do câmbio, que permitiu o planejamento de longo prazo. O ano de 2016 foi prejudicado pela variação das moedas e negociações de preço entre varejistas e fornecedores, sobretudo no mercado de eletrônicos, no qual há forte presença de produtos importados. Indicador que mede exclusivamente a atividade do varejo de eletroeletrônicos no Brasil, o Índice GfK-4E de Atividade no Varejo Eletroeletrônico, constatou uma alta de 3,4% nas vendas de produtos eletroeletrônicos em setembro de 2017 em relação ao mesmo mês de 2016.

Estudo da Deloitte sobre as expectativas para o Natal identificou que os brasileiros percebem uma melhora na própria situação financeira em comparação com o ano passado, ainda que o efeito seja suave. Neste ano, 37% dos consumidores afirmam estar melhor financeiramente que no ano passado, ante um porcentual de 34% no ano passado.

Nas contas da Ebit, consultoria especializada em comércio eletrônico, as lojas virtuais devem faturar R$ 2,190 bilhões, com alta 15% em relação à cifra atingida no evento de 2016. Já a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico estima movimentação de R$ 2,5 bilhões, aumento de 18% ante 2016.



Mas o comércio eletrônico ainda representa pouco da receita total do varejo – cerca de 3% – e o varejo tradicional não espera um aumento similar no seu desempenho. A Associação Comercial de São Paulo, por exemplo, calcula avanço entre 3% e 5% de crescimento de vendas da data do comércio como um todo (online e lojas físicas) em comparação com a Black Friday passada.

DESCONFIANÇA

Apesar de toda a mobilização nas lojas de rua e shoppings, um estudo realizado pelos pesquisadores Alberto Guerra, Flávia Ghisi e Marcos Angeli, que atuam em instituições como FEA, FIA e FGV, aponta que poucos consumidores acreditam, de fato, nas promoções oferecidas. O resultado mostra que 74% dos consumidores acreditam que poucas promoções são reais, pois muitas são mascaradas. Metade deles não vê vantagens na maior parte das ofertas. “Alguns varejistas começaram a aumentar o preço dos produtos nas semanas anteriores à data”, destaca Alberto Guerra, referindo-se ao início da realização da data no Brasil.

Como hábitos de consumo, a maioria (73%) não aproveita a Black Friday para antecipar as compras de Natal, mas para comprar produtos de uso próprio ou frequente, com preferência pelos de valor mais alto. As categorias com maior interesse são eletrônicos/eletroportáteis (40%), roupas e calçados (25%) e livros/discos/filmes (22%).

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