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PetroChina compra 30% de empresa pernambucana de combustíveis

TT Work tem distribuidora, importadora, terminais e empresa de logística

Publicado em 10/05/2018, às 05h53

TT Work atende a 2,2 mil postos de combustíveis e clientes industriais no País  / Foto: André Nery/Acervo JC Imagem
TT Work atende a 2,2 mil postos de combustíveis e clientes industriais no País
Foto: André Nery/Acervo JC Imagem
Da Editoria de Economia

Os chineses entraram no mercado de distribuição de combustíveis no Brasil através do Nordeste. A PetroChina, subsidiária da Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC), comprou 30% da TT Work, holding do grupo brasileiro Total com sede no Recife que ocupa o quinto lugar do País na distribuição de gasolina e o sexto em diesel.

A empresa pernambucana reúne sob seu guarda-chuva empresas de distribuição (TCD Distribuidora S.A., antiga Total), importação de derivados (Atlantimport), terminais (Tecomb) e logística (Wega). O acordo firmado em março dá à Petrochina direito de participação de 30% e parte das importações de petróleo refinado da TT Work. O valor da transação não foi divulgado.

Quando anunciou a aquisição, a Petrochina afirmou que o Brasil, como maior consumidor de petróleo refinado da América Latina, tem um importante papel na estrátegia de operação de petróleo e gás da CNPC nas Américas. Com a parceria, a companhia pode melhorar os resultados globais. Além disso, garantiu dar total atenção ao gerenciamento de postos de combustíveis.

Antes, a subsidiária chinesa atuava através de contratos para exportar combustível dos Estados Unidos e da China ao Brasil. A CNPC, através de outra subsidiária, a CNODC, tem participação de 10% no consórcio do Campo de Libra, na Bacia de Santos, e de 20% na área de Peroba.

Com o fechamento do acordo, a Petrochina vai ter participação indireta com direito a voto na operação da pernambucana, que atende a 2,2 mil postos e clientes industriais no País, especialmente no Nordeste, mas também no Distrito Federal e Goiás, no Centro-Oeste, e Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, no Sudeste do Brasil. A TT Work tem 13 tanques de combustíveis com capacidade de armazenamento de quase 70 mil metros cúbicos.



De acordo com parecer pela aprovação da operação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), 70% da TT Works permanecerá sob controle de cinco acionistas que antes detinham o capital integral da holding.

O objetivo declarado com a fusão e aquisição de ações é facilitar o desenvolvimento e a expansão dos negócios da PetroChina no Brasil, que está de olho no crescimento rápido do mercado de energia brasileiro.

Já a TT Work conseguiria fortalecer sua posição no mercado brasileiro, que é responsável por 2% das vendas nacionais de gasolina C e diesel e de 1,17% das vendas de etanol. O acordo propicia uma integração vertical entre a Petrochina como exportadora de combustíveis e fornecedora para as atividades de importação do grupo Total.

INVESTIMENTOS

Além da compra de 30% da TT Work pela Petrochina, foram registrados US$ 992,7 milhões de investimentos chineses no Brasil no segundo bimestre deste ano. O maior investimento é de um consórcio com participação da Shandong Kerui Petroleum que venceu licitação da Petrobras para implantação de Unidade de Processamento de Gás Natural no Complexo Comperj, no Rio de Janeiro, aportando cerca de US$ 600 milhões.


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Comentários

Por Mark,13/05/2018

Lucas você é burrão

Por Besta,11/05/2018

LUCAS VAI ESTUDAR VAGABUNDO!!! SOBRE A ECONOMIA DA CHINA ANTES DE DIGITAR MERDA!!!

Por John,10/05/2018

Vão estudar antes de falar besteira. Faz tempo que a China só tem o "comunismo" no nome.

Por Lucas,10/05/2018

Ninguém nunca se perguntou acerca do interesse da China no Brasil? A China que é um país comunista e que mais ameaçam o mundo? Abram o olho pow!

Por Lucas,10/05/2018

Isso é uma vergonha, não podemos abrir os braços para os comunistas. Não se negócia com genocidas, aprendam pernambucanos. O mercado já está dominado pelos chineses com esta concorrêcia desleal e ilegal por não pagar impostos por produtos chineses, o que acham que irá acontecer com as nossas empresas, com o nosso mercado, com o futuro do Brasil se tudo for vendido para etes bandidos?



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