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ECT

Trabalhadores dos Correios decidem manter estado de greve

Em todo o Brasil, a categoria se reunirá novamente no próximo dia 14 para deliberar sobre o movimento e a possibilidade de paralisação

Publicado em 07/08/2018, às 21h37

No Recife, categoria realizou assembleia no auditório da Igreja da Soledade, no Centro / Foto: Divulgação/Sintect-PE
No Recife, categoria realizou assembleia no auditório da Igreja da Soledade, no Centro
Foto: Divulgação/Sintect-PE
JC Online

Trabalhadores dos Correios em Pernambuco decidiram, na noite desta terça-feira (7), manter o estado de greve e as negociações em curso. Em assembleias realizadas no Centro do Recife e também em Caruaru e Petrolina, a categoria optou por seguir a orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e da Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).

Em todo o Brasil, os funcionários se reunirão novamente no dia 14 de agosto para deliberarem sobre o movimento e a possibilidade de paralisação. 

Reivindicações

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (Sintect-PE) afirmou que a categoria defende "uma empresa pública e de qualidade" e é contra a "cobrança de mensalidade no Plano de Saúde, a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o sucateamento dos Correios."

Segundo o Sintect-PE, o comando de negociação do sindicato comunicou à categoria local as condições do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para manter a mediação, em despacho assinado pelo vice-presidente do TST, Renato de Lacerda Paiva.

De acordo com o sindicato, ficou evidenciado no despacho que o TST está "sensibilizado pelas condições dos trabalhadores e trabalhadoras diante da obrigação de arcar com mensalidades do plano de saúde da categoria, o Postal Saúde. O novo custo, a coparticipação, que a empresa impôs aos seus funcionários e funcionárias está onerando os salários líquidos em até 70%", diz o sindicato. O despacho propõe ainda a manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2018, que perdeu a vigência no último 1° agosto.

Leia a nota do Sintect-PE

Reunidos em assembleia, trabalhadores e trabalhadoras da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em Pernambuco decidiram seguir a orientação das federações da categoria, FENTECT e FINTECT, e manter o estado de greve e as negociações em curso. Em todo o Brasil, os ecetistas se reunirão novamente no próximo dia 14 para deliberarem sobre o movimento e a possibilidade de paralisação. O foco da negociação está no Plano de Saúde.



O comando de negociação do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (SINTECT-PE) comunicou à categoria local as condições do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para manter a mediação, em despacho assinado pelo vice-presidente do Tribunal, Renato de Lacerda Paiva.

Ainda ficou demonstrado no despacho que o TST está sensibilizado pelas condições dos trabalhadores e trabalhadoras diante da obrigação de arcar com mensalidades do plano de saúde da categoria, o Postal Saúde. O novo custo, a coparticipação, que a empresa impôs aos seus funcionários e funcionárias está onderando os salários líquidos em até 70%.

O despacho propõe ainda a manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2018, que perdeu a vigência no último 1° agosto.

A assembleia, no Recife, ocorreu no auditório da Igreja da Soledade, no Centro da cidade, e ainda nas subsedes do SINTECT-PE em Caruaru e Petrolina.

A categoria luta:
• Contra a cobrança de mensalidade no Plano de Saúde;
• Contra a privatização da ECT;
• Em defesa de uma empresa pública e de qualidade;
• Contra o sucateamento dos Correios.


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Comentários

Por Irla,11/08/2018

Sim. E minhas encomendas? desde o dia 01-08 e nada! Descaso total!

Por pollyanne silva,09/08/2018

Isso não justifica a demora nas minhas encomendas, presas na tal agencia Prado-Recife, desde o ultimo dia 27

Por FRANCIS,08/08/2018

A privatização dos correios já era para ter acontecido, pois a credibilidade dos correios diante da população perdeu a muito tempo, pessoas que depende dos correios para trabalho "e-commerce" já não confiam mas, estamos procurando outros meios para entregar seus produtos, empresas tercerizadas, pouca vergonha , enquanto estamos no país com treze milhões de desempregados, pessoas ainda fazem greve, e não tem amor ao seu emprego, prejudicando pessoas que realmente querem trabalha, reinvindicar e lutar por seus direitos é uma coisa, prejudicar uma população é outra.

Por joao alcoforado,08/08/2018

O que falta aos correios é a prestação de serviço de qualidade com cumprimento dos prazos de entrega das encomendas, só assim a empresa volta a ter credibilidade e a confiança da população e isso cabe aos funcionários fazer e não o governo. Se a empresa der lucro não tem pq o governo privatizar, agora se der prejuízo e descrédito, culpa dos funcionários, a tendência é a privatização.

Por Helder Caires,08/08/2018

Os Correios precisam ser privatizados com urgência.



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