Jornal do Commercio
ABASTECIMENTO

Após boatos, segunda-feira começa sem fila nos postos

Em alguns postos, no entanto, o aumento aplicado no fim de semana, diante da alta demanda e grandes filas, ainda permanece

Publicado em 03/09/2018, às 07h37

No fim de semana, muitos postos registraram grandes filas por conta de um boato  / Foto: JC Imagem
No fim de semana, muitos postos registraram grandes filas por conta de um boato
Foto: JC Imagem
JC Online

Nesta segunda-feira (3), as filas nos postos do Recife amanheceram menores após o cessar do alvoroço causado por um boato que alertava para possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros. Em postos da Zona Norte e Centro, o movimento de carros já está normalizado e os motoristas já conseguem abastecer com tranquilidade, bem diferente do fim de semana. Por conta do alarme falso, o Procon Pernambuco aplicou multa de R$ 1 milhão a rede PetroMega, a maior da história do órgão.

Diante da alta demanda, alguns locais aumentaram o valor do combustível no sábado e no domingo em até R$ 0,60. Hoje, o preço está variado nos postos, podendo chegar até R$ 4,55 à vista em alguns, e ainda mais caro no cartão. O etanol também registrou um aumento e pode ser encontrado por até R$ 3,39.



O boato

No fim de semana, muitos pernambucanos correram para abastecer seus carros, por conta de uma publicação feita pela rede de postos Petromega no Instagram, alertando que haviam "fortes evidência" de uma nova greve dos caminhoneiros. Diante do alvoroço causado pela postagem nas redes sociais, o combustível acabou em diversos postos da cidade. "As pessoas estão ansiosas e angustiadas, mas isso não se justifica. Não existe nenhum movimento de paralisação", afirmou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, desmentindo as notas falsas divulgadas nos últimos dias.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis) também tranquilizou a população e afirmou que não há risco para desabastecimento nos postos. "Desacreditamos 99% que vá acontecer uma nova greve com aquela dimensão. Uma rede de postos colocou isso na internet e viralizou. Isso sem falar numa série de áudios requentados da antiga greve que estão circulando pelo Whatsapp. Isso foi um absurdo, porque gerou tumulto e tirou a tranquilidade da população. É preciso penalizar quem publica esse tipo de nota’’, afirmou.





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