Jornal do Commercio
Brennand Cimentos

Brennand vende 50% de duas fábricas de cimento por R$ 700 milhões

Metade do investimento vai para a compra das ações e a outra metade para aumento de capital da companhia pernambucana

Publicado em 07/09/2018, às 07h01

BCPAR SA é dona de duas fábricas de ciclo completo, uma em Pitimbu (PB) e outra em Sete Lagoas (MG) / Foto: Reprodução
BCPAR SA é dona de duas fábricas de ciclo completo, uma em Pitimbu (PB) e outra em Sete Lagoas (MG)
Foto: Reprodução
Leonardo Spinelli
lspinelli@jc.com.br

A Brennand Cimentos, dona da marca Cimento Nacional, vendeu 50% da BCPAR SA por R$ 700 milhões (€ 150 milhões), subsidiária do grupo, para a cimenteira italiana Buzzi Unicem. Metade do investimento vai para a compra das ações e a outra metade para aumento de capital da companhia pernambucana. O negócio foi divulgado ontem pela empresa italiana. A BCPAR SA é dona de duas fábricas de ciclo completo, uma em Pitimbu (PB) e outra em Sete Lagoas (MG).

O acordo prevê que a Buzzi Unicem atinja uma participação de 50% na BCPAR SA, adquirida dos acionistas minoritários BNDESPAR e FIP MPlus, além de uma parte das ações da Brennand Cimentos.

As vendas líquidas consolidadas da BCPAR SA em 2017 totalizaram R$ 538 milhões, num Ebitda consolidado de R$ 88 milhões. As vendas de cimento em 2017 totalizaram 2,7 milhões de toneladas (1,7 milhão no Sudeste e 1 milhão no Nordeste). A dívida líquida da BCPAR SA em 31 de dezembro de 2017 era de R$ 821 milhões.

Empresa mais robusta

Em comunicado, o presidente da Cimento Nacional, José Eduardo Ramos, diz que “essa união tornará a empresa muito mais robusta e consolidará a imagem do Cimento Nacional em todo o País”. “Ao adquirir as participações dos atuais sócios minoritários BNDESPAR e FIP MPLUS Bradesco, além de aportar capital novo na nossa companhia, a Buzzi Unicem agregará tecnologia e experientes práticas de padrão internacional, contribuindo pra melhorar a competitividade dos produtos”, diz o presidente, informando ainda que “a família Brennand seguirá à frente da gestão e passará a contar com todo o apoio técnico da Buzzi Unicem.”



Segundo o comunicado do grupo italiano, o acordo de acionistas estabelece regras de “administração do co-controle da joint venture BCPAR SA, com base em participação igual no conselho de administração e na assembleia geral”. O acordo de acionistas também envolve uma opção de venda (exercível a partir de 1º de janeiro de 2023) e uma opção de compra (exercível a partir de 1º de janeiro de 2025) referente à participação residual da Brennand Cimentos que, se exercida, determinará a aquisição pela Buzzi Unicem dos 50% restantes da BCPAR SA. “O preço de exercício das opções será estabelecido com base no Ebitda médio consolidado atingido pela BCPAR SA nos três anos anteriores ao exercício da opção”. Segundo o grupo, o preço mínimo de exercício das opções é igual a US$ 250 milhões, ao qual a parcela correspondente (50%) da posição financeira líquida no momento da compra. O fechamento da transação depende da aprovação de alguns credores da BCPAR SA e negócio estará concluído até o dia 31 de dezembro.

A aquisição dos 50% do grupo pernambucano, de acordo com a put ou call (opções de venda e compra) estará sujeita à aprovação do Cade.

A fábrica de cimento de Sete Lagoas iniciou suas operações em maio de 2011 e tem capacidade de produção anual de 1,2 milhão de toneladas de clínquer e 2,4 milhões de toneladas de cimento. A produção atual da planta de Pitimbu equivale a 1,4 milhão de toneladas de clínquer e 1,7 milhão de toneladas de cimento.

Segundo o grupo italiano, o acordo permite que a Buzzi Unicem inicie operação na “maior economia da América do Sul”. “A Buzzi Unicem acredita que a atual desaceleração da economia brasileira e, em particular, da indústria de cimento local, pode ser resolvida positivamente a partir de 2019.” Segundo a empresa, os principais dados macroeconômicos do Brasil sobre a produção de cimento são encorajadores: “espera-se que a população cresça a uma taxa anual média de 1,1% e o consumo de cimento per capita esteja atualmente nos níveis mais baixos em anos.”




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