Jornal do Commercio
Suape 40 anos

Polo farmacêutico é aposta de Suape na captação de negócios

Aché está investindo R$ 500 milhões e uma segunda indústria negocia com o porto

Publicado em 09/11/2018, às 12h28

Primeira fase da fábrica da Aché começa a operar no próximo ano  / Foto: Guga Matos/JC Imagem
Primeira fase da fábrica da Aché começa a operar no próximo ano
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Adriana Guarda

Com dez polos de desenvolvimento dentro de seu território, o Porto de Suape atrai empresas do setor farmacoquímico para criar um novo cluster. Somente a Aché está investindo R$ 500 milhões para instalar no complexo sua quarta fábrica no País e a primeira no Nordeste. A unidade, cujas obras estão em andamento, será voltada à produção de cápsulas e comprimidos e no futuro poderá concentrar, também, a fabricação de dermocosméticos e suplementos alimentares, que hoje são terceirizados pela companhia.

“A fábrica da Aché acabou servindo como âncora para atrair outras companhias do setor. Fomos procurados por uma empresa farmacêutica que já atua no Estado e quer fazer um investimento de patamar semelhante ao do Aché para produzir medicamentos e cosméticos”, adianta o presidente de Suape, Carlos Vilar, sem revelar o nome do laboratório porque o projeto ainda está em negociação.

O diretor industrial do Aché, Márcio Freitas, explica que a escolha de Suape foi baseada em vários critérios. “Um deles foi o fato de o Nordeste ser a região que mais respeita a questão da prescrição médica e compra de medicamento com receita do País. No Aché, 80% do faturamento vem da venda de produtos com prescrição”, explica. Pelo fato de estar localizada em Suape, a fábrica local também poderá reforçar estratégia da companhia de ampliar sua participação no comércio internacional. Hoje, apenas 3% da receita vem das exportações, com saída pelo Porto de Santos (SP) para mercados como México, Colômbia, Peru, Venezuela e Canadá. “Por sua posição estratégica, Suape poderá se transformar em plataforma de exportação. Isso sem falar que 80% da matéria-prima utilizada pelo laboratório é importada e vamos utilizar o Porto pernambucano como porta de entrada e isso vai se reverter em redução de custos”, observa Freitas.



ENERGIA

O setor de energia também está na área de interesse de Suape, que já tem duas termelétricas em operação. A diretoria do Complexo tem três projetos na agulha nessa área, apostando na intenção do governo federal de substituir as térmicas a óleo do Nordeste por usinas a gás. A expectativa do mercado é de que o Ministério de Minas e Energia realize leilão em dezembro. As empresas precisam apresentar a localização e área de instalação para participar do certame. A CH4 Energia/Golar Power pretende arrendar uma área de 15,7 hectares em Suape para instalar uma usina térmica com investimento de R$ 4,5 bilhões, geração de 2,5 mil empregos na operação e potência instalada de 1.370 megawatts (MW). A megatérmica deverá começar a ser construída em 2020, com previsão de operar a partir de 2024.

“Já instalada em Suape, a Termopernambuco vai se habilitar para participar do leilão e poderá triplicar sua capacidade. A companhia também está em contato com o porto para viabilizar essa expansão”, afirma Vilar. Diante do grande volume de gás que será necessário importar para o suprimento das térmicas, Suape também poderá abrigar um terminal de regaseificação, que transforma o gás em estado líquido transportado em navios e entregue no porto de volta à forma gasosa, que chega às térmicas por meio de dutos. A carga de gás reforçará a vocação de Suape para a movimentação de combustíveis e gases, mas sem perder o interesse na diversificação de cargas.



Comentários

Por Sávio,09/11/2018

Não tenho nada contra Goiana, mas um grande erro de Eduardo Campos, foi querer colocar um polo farmacêutico lá. Qualquer grande laboratório só quer está perto de Universidade, aeroporto internacional, porto, e etc.



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