Jornal do Commercio
21º Prêmio ISS

Bancos públicos puxam arrecadação de serviços financeiros

Em 2017, os investimentos e as despesas em tecnologia cresceram 5%, para R$ 19,5 bilhões, em todo o Brasil, segundo dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Delloite

Publicado em 06/12/2018, às 16h25

 Em 2017, os investimentos e as despesas em tecnologia cresceram 5%, para R$ 19,5 bilhões, em todo o Brasil, segundo dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Delloite / Foto: Leo Motta/JC Imagem
Em 2017, os investimentos e as despesas em tecnologia cresceram 5%, para R$ 19,5 bilhões, em todo o Brasil, segundo dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Delloite
Foto: Leo Motta/JC Imagem
Lucas Moraes
Maria Eduarda Bravo

Pensar no setor financeiro e não o relacionar à tecnologia parece algo impossível aos dias de hoje. Com um volume cada vez maior de clientes e, consequentemente, uma demanda maior de serviços a serem oferecidos, as instituições bancárias têm ido do internet banking às agências virtuais e incrementado a receita de ISS no Recife. Em 2017, os investimentos e as despesas em tecnologia cresceram 5%, para R$ 19,5 bilhões, em todo o Brasil, segundo dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Delloite.

O setor, que envolve bancos, operadoras de cartões de crédito e todas as demais atividades financeiras, representou em 2017 o segundo maior grupo em contribuição de ISS. Ao todo, o segmento já representa 27% do total recolhido do imposto na capital pernambucana, contribuindo com R$ 57,7 milhões.

Somente a Caixa , que ocupa o quinto lugar no ranking, efetuou o pagamento de mais de R$ 15 milhões em ISS pelo serviços prestados. Além disso, outros R$ 5,6 milhões foram gerados em forma de imposto pela contratação de serviços de terceiros para modernização dos sistemas e infraestrutura.

“A gente tem cada vez mais tentado modernizar nossas agências. Não só com novas máquinas, mas também com ambientação. Até setembro deste ano já apresentamos lucro de R$ 11,5 bilhões. A nossa meta no início do ano era alcançar R$ 8 bilhões até o fim de 2018. No caso de uma empresa sadia, o lucro é transformado em investimento. E, em termos de serviços financeiros, ninguém investe muito mais em agência física, mas na oferta de produtos digitais”, diz o superintendente regional da Caixa no Recife, Laércio de Souza.

No ano passado, a Caixa inaugurou sua primeira agência digital no Recife, que não atende os clientes de forma presencial. “Com a agência aberta, a meta é ter mais 6 mil contas digitais. Para isso também devemos inaugurar mais uma agência digital voltada para os clientes pessoa física e outra agência para pessoa jurídica em Pernambuco”, afirma Souza.

Somente para o desenvolvimento tecnológico, a Caixa já conta com 2 mil colaboradores. Outra unidade bancária que figura no ranking dos maiores contribuintes de ISS é o Banco do Brasil (BB). Terceiro na lista, o BB foi o 1º banco a permitir a contratação de operações de crédito de forma 100% digital.



“Sabemos que o ISS é uma das principais fontes de arrecadação do município do Recife, no qual a vocação econômica é fortemente afinada com o setor de serviços. Figurar entre os maiores contribuintes do ISS é motivo de orgulho para o Banco do Brasil, uma vez que consolida a posição do Banco como grande contribuinte para viabilizar as políticas estruturantes da cidade”, reforça a instituição em nota.


HIPERCARD


Com sede no Recife, o Hipercard – administradora de cartões de crédito pertencente ao Itaú Unibanco – manteve-se na segunda colocação do ranking dos maiores contribuintes do ISS no Recife. O resultado – que em muito ajuda a receita da cidade – poderia ter sido diferente caso a medida que muda o local de cobrança do imposto (em vigor desde o início deste ano) já estivesse sendo aplicada de forma efetiva.

“Estamos em parceria com a Associação Nacional dos Cartões de Crédito (Abecs) construindo um sistema que possa fazer essa repartição com a nova metodologia. Enquanto isso, os cartões continuam contribuindo como antes para o município de domicílio fiscal da sede do cartão de crédito. Até o fim do ano o sistema estará testado e implantado já para 2019, quando teremos a real repercussão dessa mudança. Na prática, a nova sistemática ainda não foi implementada”, diz o secretário de Finanças do Recife, Ricardo Dantas.

Para a Hipercard, a abertura do mercado de adquirência, ocorrida no ano passado, foi importante para os resultados, por ter ampliado a aceitação da marca junto aos comerciantes.

“Hoje, mais de 1 milhão de estabelecimentos no Brasil trabalham com a bandeira. A maior frequência de uso do cartão pelos clientes, somada à boa gestão do produto foram os fatores que mais influenciaram o bom desempenho da Hipercard em 2017. O aumento do poder de compra dos clientes, decorrente de uma política de revisão de limites que implementamos, também contribui para isso. Quanto às perspectivas para 2018, nosso faturamento está em crescimento, e elas continuam positivas”, diz o diretor do Itaú Unibanco, Marcelo Kopel.

Segundo ele, a Hipercard ampliou o programa de descontos exclusivos na rede Walmart – dona do antigo grupo varejista Bompreço, local de início das operações Hipercard. “Intensificamos o foco no atendimento ao cliente, oferecendo a opção do autosserviço na consulta às faturas e no pagamento, e facilitamos a contratação de produtos dentro das lojas – em parte delas, é possível solicitar o cartão e sair com o produto em mãos”, reforça Kopel.





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