Jornal do Commercio
21º Prêmio ISS

Tecnologia é destaque na arrecadação do ISS

Representando apenas 2% da arrecadação total do Imposto Sobre Serviços (ISS) no Recife, o segmento de tecnologia tem muito a crescer e conta justamente com o ISS como aliado para atração de empresas à capital pernambucana

Publicado em 06/12/2018, às 12h58

Representando apenas 2% da arrecadação total do Imposto Sobre Serviços (ISS) no Recife, o segmento de tecnologia tem muito a crescer e conta justamente com o ISS como aliado para atração de empresas à capital pernambucana / Foto: Instagram/Porto Digital
Representando apenas 2% da arrecadação total do Imposto Sobre Serviços (ISS) no Recife, o segmento de tecnologia tem muito a crescer e conta justamente com o ISS como aliado para atração de empresas à capital pernambucana
Foto: Instagram/Porto Digital
Lucas Moraes
Maria Eduarda Bravo

Pelo segundo ano consecutivo, a Accenture firma o setor de tecnologia no ranking dos maiores contribuintes do ISS no Recife. Companhia mundial de consultoria de tecnologia, instalada no Porto Digital o grupo encontrou o ambiente ideal para desenvolver seus projetos para se tornar a principal empresa de serviços tecnológicos e de economia criativa na cidade. Em terras pernambucanas há oito anos, a Accenture saiu dos iniciais 28 funcionários para atuais 2.300 colaboradores, distribuídos em seis edifícios que abrigam, entre outras estruturas, o maior centro de inovação da empresa na América Latina.

Em 2016 a Accenture ocupava a 25ª posição na lista do Prêmio ISS – Contribuintes do Desenvolvimento. Em 2017 saltou mais de dez posições e passou a figurar como a 14ª mais bem colocada.

“Nossa posição é resultado de nossa certeza em relação ao potencial da cidade, quando nos instalamos aqui em 2010. Isso não seria possível sem o suporte do Porto Digital e de todo o ecossistema aqui instalado, onde podemos contar com um ambiente de inovação muito interessante. Há quase 300 empresas de tecnologia da informação e economia criativa”, relata a diretora executiva da Accenture Technology, Flavia Picollo.

Nem mesmo a estagnação econômica que ainda atinge todo o País foi suficiente para frear o desenvolvimento da companhia focada em consultoria de gestão, Tecnologia da informação e outsourcing. Embora não revele valores, a Accenture tem realizado investimentos focados na oferta de experiencias customizadas por segmentos (Varejo, Serviços Financeiros e Agronegócios, entre outras), além de ter inaugurado em dezembro o seu 6º prédio na cidade.

“Vamos dobrar a nossa operação nos próximos dois anos. Dentre as iniciativas implementadas no último ano fiscal, podemos destacar a realização de iniciativas que visam aproximar do mundo de tecnologia meninas que estudam no Ensino Médio de escolas públicas em Pernambuco, para que elas possam experimentar e utilizar tecnologias a fim de estimular seu interesse e ajudar na formação de futuras profissionais”, diz.

Flávia lembra de outras ações relevantes ligadas à Cidadania Corporativa, área que viabiliza a empresa a realizar parcerias com ONGs internacionais (a exemplo, Plan Internacional, cita Flavia) e também projetos de capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade para serem inseridos no mercado de trabalho.



PORTO DIGITAL

Representando apenas 2% da arrecadação total do Imposto Sobre Serviços (ISS) no Recife, o segmento de tecnologia tem muito a crescer e conta justamente com o ISS como aliado para atração de empresas à capital pernambucana. No Porto Digital (PD), parque tecnológico da cidade – e um dos mais importantes do País – a alíquota do ISS cobrada a quem instala seu negócio na região do bairro do Recife, Santo Antônio, Santo Amaro e parte da Boa Vista é a mínima (2%).

Nos anos de 2017 e 2018 pelo menos 56 empresas entraram no Porto Digital. Nos 18 anos desde a sua fundação já se somam 318 negócios. Embora o número represente um ambiente de estímulos a novos negócios, no ranking dos maiores contribuintes de ISS da cidade ainda são poucas as empresas de serviços tecnológicos que figuram nas principais posições, a exemplo da Accenture e da Avantia (35º).

“O Porto Digital teve um crescimento muito rápido nos últimos 18 anos, saímos de duas para mais de 300 empresas. Foi um processo muito constante, e a nossa meta agora é dobrar o tamanho do parque nos próximos cinco anos. O Porto já é grande, mas ainda há muito de crescimento e diversificação. Temos de empresas pequenas, como algumas startups, à empresas de grande porte. Na verdade, agora a gente está atrás não apenas de empresas do segmento de TI (Tecnologia da informação), mas em busca de grupos econômicos grandes”, diz o novo presidente-executivo do Porto Digital, Pierre Lucena.

Assumindo a gestão do PD este mês, Lucena quer que empresas dos mais diversos segmentos, que tenham pelo menos uma “área de inovação interna” sejam atraídas para o polo tecnológico. “Iremos buscar esses grupos e tentar fazer com que eles tenham alguma coisa relacionada ao Porto Digital. A pergunta é ‘por que sua área de inovação não está no Porto Digital?’, temos uma mão de obra de alta qualidade e um excelente parque tecnológico. O que já estamos fazendo é articulação com empresas de São Paulo, aproximando-nos de outros setores. O que estou vislumbrando é o setor de saúde”, afirma.

As empresas instaladas no Porto Digital movimentam algo em torno de R$ 1,7 bilhão em 2018 e empregam cerca de 9 mil pessoas. As missões internacionais do PD já alcançam o total de 35 viagens e reuniões com instituições estrangeiras em 20 países. “No caso do polo de TI, há, além da ilha do Recife Antigo, o território expandido. O bairro do Recife começou a ficar pequeno frente à necessidade de novos investimentos. A alíquota reduzida tem tornado o município mais competitivo mas, além disso, há investimento na educação, formando mão de obra para alimentar esse polo”, justifica o secretário de Finanças do Recife, Ricardo Dantas



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