Jornal do Commercio
21º Prêmio ISS

Terceirização de serviços é o terceiro segmento no ISS do Recife

Intrinsecamente ligadas aos demais polos, as empresas terceirizantes acabam se retroalimentando do próprio desenvolvimento da cadeia de serviços do Recife, oferecendo mão de obra a, por exemplo, atividades nos polos médico e financeiro

Publicado em 06/12/2018, às 17h02

Intrinsecamente ligadas aos demais polos, as empresas terceirizantes acabam se retroalimentando do próprio desenvolvimento da cadeia de serviços do Recife, oferecendo mão de obra a, por exemplo, atividades nos polos médico e financeiro / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Intrinsecamente ligadas aos demais polos, as empresas terceirizantes acabam se retroalimentando do próprio desenvolvimento da cadeia de serviços do Recife, oferecendo mão de obra a, por exemplo, atividades nos polos médico e financeiro
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Lucas Moraes
Maria Eduarda Bravo

Com a aprovação da lei da terceirização – em março de 2017 – e, na sequência, a aprovação da reforma trabalhista, a terceirização de serviços vem comemorando bons resultados. Terceiro segmento mais importante na arrecadação de ISS no Recife, no ano passado, representou um acúmulo de R$ 38,3 milhões, ou seja, 18% do total arrecadado do imposto na cidade. Intrinsecamente ligadas aos demais polos, as empresas terceirizantes acabam se retroalimentando do próprio desenvolvimento da cadeia de serviços do Recife, oferecendo mão de obra a, por exemplo, atividades nos polos médico e financeiro.

“O setor de terceirização de serviço sempre apareceu forte. Desta vez não foi diferente. Em termos de segmento só está atrás da saúde e atividades financeiras. Os Terceirizados pegam muita mão e obra. Tradicionalmente, o próprio setor público é um grande empregador dessa categoria, assim como todo os demais empreendimentos dos polos de serviços. Há um ciclo virtuoso, com um segmento alimentando o outro e puxando os trabalhadores terceirizados”, esclarece o secretário de Finanças do Recife, Ricardo Dantas.

O Setor de Asseio, Conservação e Terceirização possui mais de cem empresas de serviços e gera hoje mais de cem mil empregos em Pernambuco, de acordo com dados do Sindicato das empresas de asseio e conservação (Seac). Apenas os serviços de segurança são responsáveis por 20 mil vagas no Estado. “Diante da nova legislação trabalhista, que flexibilizou a contratação, esperamos um crescimento do setor de terceirização nos próximos anos. Isso é algo importantíssimo para economia de Pernambuco, pois as empresas que concedem esses serviços no Estado têm abrangência inclusive em outras Regiões do País”, esclarece o presidente do Seac e do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado, Agostinho Gomes.



Ranking

Ocupando o 13º lugar no ranking, a Soll – Serviços, Obras e Locações tem vivenciado entre 2017 e 2018 um crescimento de 17% no número de funcionários, alcançando a soma de 6 mil colaboradores. “Os anos de 2017 e 2018 foram de extrema importância para a Empresa. Consolidamos-nos como uma das maiores empresas no segmento de terceirização, com um significativo aumento do número de funcionários. Investimos em tecnologia e capacitação dos empregados com o objetivo de oferecer aos nossos clientes um serviço de excelente qualidade”, diz o diretor comercial da empresa, Lindemberg Freitas.

Com 15 anos de história, a Soll já contabiliza cerca de 100 clientes contratantes, distribuídos em mais de 700 pontos de atendimento, que acessam serviços de limpeza e conservação, portaria, recepção, telefonia, manutenção predial e apoio administrativo em todo o Nordeste. Para 2019 o planejamento é aumentar os investimentos na área tecnológica e de capacitação de pessoal, bem como expandir a atuação para as demais regiões do País. “A reforma trouxe modernidade às relações de trabalho. A nova legislação amplia os horizontes para quem procura um emprego e para quem está empregado. Isso possibilita que as empresas ofereçam serviços personalizados à necessidade do cliente, o que contribuiu para o crescimento da contratação dos terceirizados”, enfatiza Freitas.



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