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Itens de material escolar têm aumento de até 86%

Procon-PE fez levantamento e apontou a diferença de preços de alguns produtos, entre dezembro e janeiro

Publicado em 10/01/2019, às 11h25

Se comparados os valores cobrados nos diferentes estabelecimentos comerciais, o preço do mesmo produto pode variar em mais de 200% / Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem
Se comparados os valores cobrados nos diferentes estabelecimentos comerciais, o preço do mesmo produto pode variar em mais de 200%
Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem
Editoria de Economia

Ir às compras para adquirir o material escolar nas livrarias e papelarias da Região Metropolitana do Recife (RMR) requer do consumidor um pouco mais de disposição, se quiser economizar. Embora a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) tenha estimado no fim de 2018 uma alta média de 10% dos principais itens solicitados pelas escolas do País, levantamento do Procon-PE aponta que a diferença de preços de alguns produtos, entre dezembro e janeiro, já chega a 86%. Se comparados os valores cobrados nos diferentes estabelecimentos comerciais, o preço do mesmo produto pode variar em mais de 200%.

Segundo os dados do Procon-PE, os produtos que apresentaram maior alta de preço entre os meses de dezembro e janeiro foram o apontador de lápis (86%), caderno de capa dura com 15 matérias (47,19%), estojo de pintura a dedo (40,38%), caderno brochura (33,39%), cartolina (33,33%) e mochila escolar (33,20%).

Já em relação à diferença de preços entre os estabelecimentos comercias, entre as sete lojas pesquisadas pelo Procon, a cartolina dispara em relação à discrepância dos valores cobrados. Se em alguns pontos a folha do papel cartolina é encontrada por R$ 0,80, em outros o produto chega a custar R$ 2,99 – diferença de 273% no preço. O papel crepom é outro item que pode pesar no bolso do consumidor que não pesquisar. De uma loja a outra, a diferença chega a 140%. A borracha branca varia 168,85%, assim como o apontador (132,33%), o caderno de dez matérias (125,96%) e a caixa de giz de cera com 12 cores (125,31%).

“Selecionamos 60 itens dos materiais mais utilizados e tivemos variações muito grandes. O que orientamos é que o consumidor faça a pesquisa e verifique o que pode ser reutilizável, de preferência sem levar a criança na hora de adquirir o produto. Outra coisa muito importante é que os pais exijam das escolas o plano de trabalho, para saber quando cada material será utilizado. As instituições não podem, por exemplo, exigir a entrega de todo o material no primeiro dia ou semana de volta às aulas”, afirma o gerente de fiscalização do Procon-PE, Roberto Campos.

De acordo com o economista da Fecomércio, Rafael Ramos, para quem não conseguiu antecipar a compra do material escolar, a hora agora é de realmente “pesquisar, e muito”. “Economizar se antecipando não tem mais como, então o que vale agora é a pesquisa. No caso dos livros, tem gente que procura os de segunda mão, nos sebos, mas também tem gente que de fato pesquisa em vários locais, e com um grupo de pais fica mais fácil também conseguir um bom desconto”, afirma Ramos. Para ele, como o terceiro trimestre geralmente compromete mais a renda das famílias, o ideal é que a compra dos itens pedidos pelas escolas seja feita à vista. “À vista, geralmente, já há um desconto de até 10%. É sempre bom prezar por esse tipo de pagamento porque não leva endividamento para os meses seguintes, principalmente agora com fatura maior ainda dos gastos de fim de ano, aproximação do Carnaval e pagamentos de IPVA e IPTU”, reforça o economista.



Pagamento

Este ano, o pagamento do IPTU em cota única rende desconto de 10% no Recife, e pode ser feito até o dia 10 de fevereiro. O percentual de reajuste em relação ao ano passado foi de 4,56%. Já no caso do IPVA, houve uma redução de 3,18% do valor cobrado aos proprietários de veículos no Estado. Para os veículos com placas terminadas em 1 e 2, o pagamento deve ser feito a partir do dia 8 de fevereiro. Quem pagar a cota única terá desconto de 7%. O valor do IPVA devido pode ser consultado no www.detran.pe.gov.br.

Na hora de pedir o desconto nas livrarias, Ramos lembra que pedir uma redução do preço antes mesmo de realizar a compra é o mais recomendado. “No caixa o desconto provavelmente será menor, porque o lojista já sabe que você perdeu tempo pesquisando e comprando ali. Quando se pede antes, há um risco maior do cliente desistir da compra”, frisa. Na RMR, segundo o IPCA, a alta do item papelaria foi de 2,43% nos 12 meses encerrados em novembro.

Pelo menos na compra dos livros, uma alternativa para economizar, além dos sebos e das compras em grupo, é a Feira do Troca-Troca, que será realizada no Sesc de Santo Amaro, área central do Recife, no próximo dia 19 de janeiro, das 8h às 11h. Até o dia 16 deste mês, os livros, em bom estado e editados até 2015, podem ser levados a uma das bibliotecas do Sesc no Cais de Santa Rita, Santo Amaro, Casa Amarela e Piedade. São aceitos títulos didáticos, infantis ou literários e, no momento da entrega, o participante recebe o cupom equivalente à obra para trocar por outro título disponível no dia da feira.

“Todo ano temos muitos relatos de pessoas que conseguem os livros didáticos e de literatura que estão procurando. Os livros costumam ser caros, e a troca traz um economia muito grande para o consumidor. Mas também há o ganho ecológico, porque, com a troca, é cada vez menos papel sendo utilizado para a produção de novos livros”, explica a coordenadora da rede Sesc de Bibliotecas em Pernambuco, Paula Alves. O limite por participante é de 20 unidades.


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