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Leilão

Aeroporto do Recife será privatizado nesta sexta-feira

Privatização do Aeroporto do Recife, que acontecerá nesta sexta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo, é a grande joia da coroa

Publicado em 14/03/2019, às 22h35

Aeroporto do Recife faz parte do bloco Nordeste, ao lado de mais cinco terminais / Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Aeroporto do Recife faz parte do bloco Nordeste, ao lado de mais cinco terminais
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Ângela Fernanda Belfort
abelfort@jc.com.br

A expectativa é grande para o leilão do 5º round de privatização dos aeroportos que ocorre nesta sexta-feira (15) na B3 na Bolsa de Valores de São Paulo, às 10h. Serão oferecidos 12 empreendimentos, incluindo o Aeroporto do Recife, considerado a joia da coroa dessa rodada. Ele faz parte do bloco Nordeste, com mais cinco terminais: Aracaju (SE), Maceió (AL), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB) e João Pessoa (PB). “É o bloco mais atrativo e o que vai ter mais competição, sendo responsável por uma quantia significativa de passageiros. Identificamos que é o que vai ter mais concorrência entre os potenciais interessados”, diz a advogada especialista em Infraestrutura do Stocche Forbes Advogados, Mariana Saragoça.

Técnicos do setor apostam que só o bloco Nordeste deve ter entre cinco e oito concorrentes apresentando propostas, incluindo uma competição maior entre grandes empresas estrangeiras que já atuam no Brasil, como a suíça Zurich – que já opera os terminais de Florianópolis (SC) e Confins (MG) – e a francesa Vinci, administradora do Aeroporto de Salvador. No leilão, o governo estima ao menos dez grupos interessados em disputar os 12 terminais, oferecidos em três partes.

Os outros dois blocos são o Sudeste – com aeroportos de Vitória (ES) e Macaé (RJ) – e o Centro-Oeste, com terminais de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso. “Um dos pontos mais interessantes deste leilão é que os futuros concessionários terão uma flexibilização na definição das tarifas de embarque, desembarque e nas taxas de permanência das aeronaves nos terminais. Isso pode atrair companhias low cost, que podem passar a ter mais presença no Brasil, se esse modelo de concessão for bem sucedido”, argumenta Mariana. Conhecidas por oferecerem um preço mais baixo, essas empresas já têm uma presença significativa nos mercados dos Estados Unidos e da Europa.

Entre os aeroportos que vão a leilão, o do Recife é o mais importante por vários motivos. É o mais lucrativo, com um resultado operacional de R$ 126,8 milhões em 2017 após R$ 67 milhões em 2016. O terminal quase dobrou o seu lucro por causa do centro de conexões da companhia aérea Azul, que passou a oferecer mais operações na capital pernambucana desde 2016. Atualmente, são 215 operações, sendo cerca de 50 da Azul.



No ano passado, passaram pelo terminal recifense cerca de 8,1 milhões de passageiros. “O Aeroporto do Recife está crescendo mais do que o esperado. A nossa expectativa é que até o investimento estimado durante a concessão seja maior por causa disso”, resume o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann.

Valor do investimento

O investimento estimado é R$ 865,2 milhões. Todas as concessões serão por um período de 30 anos. O investimento previsto em todo o bloco Nordeste é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 411,8 milhões para o Aeroporto de Maceió; R$ 271,4 milhões para o de João Pessoa; R$ R$ 255,1 milhões para o de Aracaju; R$ 193,5 milhões no de Juazeiro do Norte; e R$ 155,7 milhões no terminal de Campina Grande. O lance mínimo inicial para arrematar o bloco Nordeste será de R$ 171 milhões pela outorga (pagamento que se faz ao governo federal pela concessão).

No bloco Sudeste, o valor mínimo da outorga será de R$ 47 milhões, enquanto no do Centro-Oeste foi fixado o valor de R$ 800 mil. O governo espera arrecadar, R$ 219 milhões com as outorgas. O ágio (diferença entre o lance mínimo e o valor final) deve ocorrer só no bloco Nordeste, segundo especialistas.



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