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Presente do Dia das Crianças está mais caro, mas nem tanto. Entenda por que

Especialistas orientam a pedir desconto no pagamento à vista do presente, mesmo que valor seja atraente

Publicado em 09/10/2019, às 08h24

Comércio está contando com o Dia das Crianças para um segundo semestre promissor / Foto: Acervo JC
Comércio está contando com o Dia das Crianças para um segundo semestre promissor
Foto: Acervo JC
Edílson Vieira
edvieira@jc.com.br

O presente da meninada para o 12 de Outubro deste ano está menos caro do que no ano passado. Isso porque a inflação de presentes e serviços para o Dia das Crianças ficou em 2,87% para os últimos 12 meses. O número é inferior ao registrado para a inflação no mesmo período do ano anterior, de 3,97% (IPC/FGV). O índice foi calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).

O levantamento apontou que as “despesas com presentes” registraram o menor avanço dos últimos 12 meses (1,01%). Os calçados infantis apresentaram deflação, caíram 1,50%. Já os preços das roupas variaram 2,37%. Os itens que mais subiram foram livros (4,98%) e artigos esportivos (4,74%). Computadores e periféricos (0,50%) e aparelhos celulares (1,59%) não aumentaram tanto, apesar de representarem os itens mais caros da pesquisa.

O coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, diz que o comércio está saindo de uma baixa movimentação, o que ajuda a explicar os preços mais atraentes. Teixeira, no entanto, afirma que apesar dos presentes não estarem tão caros, não é o caso de se fazer despesas desnecessárias. “É preciso avaliar o que cabe no orçamento. O estudo mostra que celular e computador, por exemplo, subiram pouco de preço, mas não justifica que esses aparelhos sejam trocados sem necessidade”, diz o professor.

Outro conselho de Ricardo Teixeira é pedir descontos no pagamento à vista, mesmo que o valor mostrado na etiqueta já seja interessante.

Em relação aos serviços, segundo o levantamento da FGV, o percentual de aumento no ano ficou acima da inflação, porém, os valores são mais baixos.

A análise por despesa revela que os gastos com lazer registraram alta média de 4,21%. Nesse segmento, as maiores taxas foram para cinema (7,25%) e doces e salgados (4,22%). Ainda assim, o economista indica que vale a pena optar por um programa em família.

“Pode-se substituir o presente material por momentos em família. Um passeio, uma visita a um lugar de interesse das crianças, enfim, qualquer situação que deixe a criança feliz também vale como presente”, aconselha Ricardo Teixeira.



Veja os cuidados na hora de escolher o presente

  • Verifique se o brinquedo traz o selo do Inmetro, isso garante que ele foi testado em termos de segurança;
  • Todo brinquedo deve trazer a faixa etária adequada. Evite que crianças utilizem brinquedos não apropriados para a idade;
  • Compre em lojas que forneçam a nota fiscal para garantir a troca do produto, ou ressarcimento no caso de problemas mais graves;
  • Peça para o vendedor testar o produto antes de embalar;
  • As regras aplicadas aos produtos nacionais também valem para os produtos importados;
  • Instruções de uso devem estar sempre em português, assim como identificação do fabricante ou importador com respectivo CNPJ.

Comércio

Além da Black Friday, em novembro, e do Natal, o comércio está contando com o Dia das Crianças para um segundo semestre promissor.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais, 73% dos consumidores devem ir às compras este ano. No ano passado, 66% compraram presentes na data.

Para 2019, a expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,3 bilhões.

Segundo a pesquisa, cada consumidor vai desembolsar, em média, R$ 198,79 com presentes, valor próximo ao previsto no ano passado, que foi de R$ 186,92. Entre os presenteados, estão filhos (48%), sobrinhos (38%), afilhados (18%) e netos (15%). Um terço dos entrevistados (33%) planeja comprar dois presentes, enquanto 25% somente um.

Uma estratégia que será utilizada por uma parcela dos entrevistados, segundo a pesquisa da CNDL, é dividir o preço do presente com outras pessoas. Embora 72% planejem bancar os custos sozinhos, 23% querem dividir o valor ou pelo menos parte com os familiares.

Sobre o período em que os consumidores devem ir às compras para o Dia das Crianças, praticamente metade (49%) afirmou que escolhe a primeira semana de outubro. Outros 21% aproveitaram já o mês de setembro e 15% deixarão para visitar as lojas na véspera da data.

“Os dados de intenção de compra servem de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento em que muitos brasileiros estão sentindo os efeitos de um mercado de trabalho retraído e de uma economia que tem demorado a engrenar”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.




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