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De fora

Os times estrangeiros da Copa São Paulo de Futebol Júnior

O Pérolas Negras, do Haiti, é o 14º clube do exterior a disputar o torneio de base mais importante do futebol brasileiro

Publicado em 01/01/2017, às 08h23

Equipe haitiana participa pela segunda vez seguida / Daniel Vorley/Estadão Conteúdo
Equipe haitiana participa pela segunda vez seguida
Daniel Vorley/Estadão Conteúdo
Felipe Holanda
Twitter: @f_holanda1

Na sua rica história de tradição, muitos times estrangeiros já participaram da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Pérolas Negras, do Haiti, que disputou a Copinha no ano passado, repete a dose em 2017 - 14º time de fora do país a jogar a competição. 

A primeira equipe internacional a atuar no torneio foi o Providencia-MEX, que foi eliminado ainda na primeira fase com três derrotas em 1980. Cinco anos depois, o gigante Bayern de Munique também caiu de forma precoce. Chegou a perder para o Pinheiros por 3x0, em São Bernardo do Campo.

Já o Boca Juniors, em 1993, foi goleado por 4x0 pelo Juventus da Mooca e se despediu de forma vexatória do torneio, com três derrotas e sem pontuar. Outros clubes estrangeiros, como Universidad Guadalajara-MEX, Vélez Sarsfield-ARG, Peñarol-URU, Cerro Porteño-PAR, Nagoya Grampus-JAP, Kashiwa Reysol-JAP e Al Hilal-ARA também participaram da Copinha. 



No entanto, o “trono” foi sempre ocupado por equipes brasileiras. A Copinha, disputada desde 1969 – quando ainda contava com apenas times paulistas –, passou a ter equipes de todo o Brasil a partir de 1971. Na época, era conhecida como Taça São Paulo de Juniores e organizada pela Prefeitura de São Paulo até 1987. Em 2001, foi batizada como Copa São Paulo de Futebol Júnior. Até 2016, em 47 decisões, o torneio viu 21 times conquistarem o título, com o Corinthians, que tem nove taças, sendo o maior campeão, à frente de Fluminense, com cinco, e Internacional, com quatro. 

 

PASSADO

A melhor campanha da história foi da Portuguesa, em 1991. A Lusa venceu todos os nove jogos disputados, marcando 32 gols - média de 3,5 tentos por partida. Na grande final, goleou o Grêmio por 4x0 na maior diferença de gols já registrada numa decisão. Sinval terminou como artilheiro do campeonato e Dener, a grande estrela daquele time, como melhor jogador.  

A grande zebra aconteceu na final de 2001, quando o modesto Roma Barueri empatou com o São Paulo de Kaká por 4x4 no tempo normal e triunfou por 6x5 nas penalidades para erguer a taça. A equipe era “abastecida” financeiramente pela Prefeitura de Barueri e por empresários.





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