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Crise

'Sem dinheiro, não se faz futebol', diz Evandro carvalho

Presidente da FPF analisou situação atual do futebol pernambucano

Publicado em 27/08/2018, às 11h01

Evandro Carvalho lamentou o fato de o futebol pernambucano não contar com apoio do Estado / JC Imagem
Evandro Carvalho lamentou o fato de o futebol pernambucano não contar com apoio do Estado
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Permanência do Náutico e Santa Cruz na Série C do Campeonato Brasileiro em 2019. O Salgueiro rebaixado para a Quarta Divisão e o Sport lutando, pelo terceiro ano seguido, para não cair à Série B. O cenário não é dos mais favoráveis ao futebol pernambucano e, na análise do presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, o momento é fruto da conclusão do período de três anos sem os recursos do Todos com a Nota. O programa foi cancelado no começo de 2015.

"Em 20 anos, tivemos um programa fantástico, o Todos com a Nota que injetou, no último ano, 24 milhões no futebol pernambucano. Durante esse período, fomos hegemônicos no Norte e Nordeste e até no Centro-Oeste. Esse recurso deixou de vir e a FPF pegou a reserva que tinha e investiu cerca de R$ 7 milhões nos clubes. Contratamos os maiores consultores do Brasil, como Cícero, do Palmeiras, e entregamos o diagnóstico para revigorarmos o nosso futebol", disse Evandro Carvalho.

De acordo com o mandatário, esse diagnóstico passaria essencialmente por três vertentes. A primeira, seriam os clubes conseguirem, pelo menos, 50 mil sócios. "O Náutico e o Santa Cruz têm algo em torno de 5 mil em dia e o Sport coisa de 20 mil. Ou seja, estamos muito longe dos 50 mil", avaliou.



REAQUECIMENTO DA ECONOMIA

Outro ponto seria a economia voltar a crescer para que o empresariado local se sentisse atraído a investir em futebol. Por último e apontado como vital pelo presidente da FPF está o retorno do aporte do Estado à modalidade. "Pernambuco é um dos únicos estados que não têm ajuda de programas do governo. Enquanto isso, temos outros estados do Nordeste recebendo R$ 8, 10, 12 milhões. Basta olhar a Paraíba, o Pará o Amazonas. Estamos sem qualquer receita de fundo estadual e, sem dinheiro, não se faz futebol. O Náutico foi o clube com a segunda menor folha a jogar o mata-mata da Série C. E enfrentou um time com uma folha de R$ 900 mil (Bragantino), por exemplo", avaliou. 

 Apesar da situação complicada, o mandatário descartou qualquer tipo de ajuda financeira da FPF aos clubes. "Não temos nenhuma fonte de renda. Não tenho como buscar recurso junto à CBF ou patrocinador nacional ou internacional no momento. Eu já tenho hoje um comprometimento da ordem de R$ 6 milhões aplicados nos clubes que eu preciso resgatar e pagar em operações minhas com a CBF. Eu já esgotei muito além da nossa capacidade para tentar manter os clubes e fazer eles ascenderem", concluiu.





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