Jornal do Commercio
HISTÓRIA

Central, cem anos de amor

A Patativa completa um século de história, sábado, e ganha homenagem em forma de série de reportagens

Publicado em 13/06/2019, às 07h43

O Central completa 100 anos no próximo sábado (15). / Felipe Ribeiro / JC Imagem
O Central completa 100 anos no próximo sábado (15).
Felipe Ribeiro / JC Imagem
Leonardo Vasconcelos

Não basta torcer pela Patativa, tem que ser Central de coração. É com esta certeza que a TV Jornal Caruaru, em homenagem ao centenário do clube alvinegro (comemorado no próximo sábado), lança, hoje, a série de reportagens “Central de Coração”. Serão seis matérias no formato de documentário, que serão exibidas todas as quintas-feiras entre as 12h e 13h, no intervalo do programa O Povo na TV. Para marcar a data, além da série, serão promovidos também uma exposição, um programa especial no rádio com a equipe do Escrete de Ouro e a transmissão de jogos históricos e comemorativos.

O diretor executivo do Sistema Jornal do Commercio Interior (SJCC Interior), Carlos Humberto Rocha Júnior, destacou a relevância do clube. “Para nós é muito importante contar a história desse clube e sua relação de amor com a cidade, ressaltando sua importância e relatando fatos históricos que se misturam com o amor dessa torcida apaixonada e vibrante. É um pouco disso que as pessoas irão acompanhar nessa série. Nós fomos em busca de histórias e curiosidades que nunca foram contadas, através de um grande trabalho de pesquisa, envolvendo o clube, acervos de torcedores e seus relatos”, afirmou.

Cada uma das seis reportagens da série terá como foco um personagem específico contando a sua relação com o clube. O primeiro, hoje, será o empresário e torcedor Dorgival Melo. Entre as várias lembranças dele está a histórica vitória da Patativa por 2x1 contra a seleção Argentina de Novos, no dia 6 de fevereiro de 1968. “Eu vi a seleção argentina jogar aqui e levar um verdadeiro show do Central. Nós tínhamos um jogador chamado Esquerdinha que fazia miséria com a bola e driblou tanto a defesa que o goleiro endoidou. Ele deixou a barra e saiu correndo pelo campo inteiro para dar uma pisa nele”, recordou.

Depois serão exibidas as histórias do ex-jogador Josenildo Soares “Freitas” (no dia 20/6), do torcedor Ewerton Martins (27/6), do ex-presidente do clube Ronaldo Lima (4/7), do radialista Cloves Gonçalves (11/7) e por último do empresário Arnaldo Xavier (18/7). O material também pode ser conferido no hotsite Central de Coração.

Hoje, a partir das 12h30, o programa “O Assunto é Futebol”, primeiro e segundo tempo, da Rádio Jornal, será apresentado diretamente de Caruaru, com a participação de Ralph de Carvalho, Roberto Queiroz, Carlyle Paes Barreto e Tiago Morais. No mês de agosto, está prevista a transmissão com o Escrete de Ouro, pelo rádio e pelo Facebook da TV e rádio, da histórica vitória por 2x1 do Central em cima do Flamengo, em 1986. Também está programada uma transmissão, pelo Facebook da TV, do jogo comemorativo entre Central e Corinthians, no próximo dia 30, no Lacerdão. Será montada ainda uma exposição, entre julho e agosto, no Polo Caruaru, com o rico acervo do torcedor Cláudio Samoel de Carvalho, o “Gordo”.

“O Sistema Jornal do Commercio está prestando uma grande homenagem ao Central. Conseguimos fazer reportagens especiais em todas as plataformas, internet, TV, rádio e jornal, entendendo que vamos atingir todos os públicos. É um clube que tem história, querido não só em Caruaru e merece todas as felicitações” , explica o gerente de Programação da Tv Jornal Diego Martinelly.



PATATIVA INAUGUROU O PROFISSIONALISMO NO ESTADO

Zago. Você pode nunca ter ouvido falar neste zagueiro, mas ele foi um divisor de águas do futebol em Pernambuco em 1937. Não necessariamente pelo seu futebol, mas por ter sido o primeiro a praticá-lo de forma profissional no Estado. Quem trouxe o jogador? O Central Sport Club! Assim o alvinegro caruaruense entrou para a história ao estabelecer este marco e dar início a era da profissionalização nos gramados pernambucanos.

Luiz Zago, que tinha um grande porte físico e mais de 1,80 metro de altura, havia jogado pelo Atlético-MG e se encontrava sem clube no Rio de Janeiro. O jogador Agostinho Serrano, do Great Western, indicou o atleta para o então presidente do Central, José Victor de Albuquerque, que estava querendo montar um time competitivo para disputar pela primeira vez o Campeonato Pernambucano. O cartola acertou a vinda de Zago de navio até o Recife e o foi buscar no seu próprio carro no porto da capital. Quando chegou naturalmente foi motivo de grande curiosidade do povo.

Zago acertou o seu contrato recebendo 2 contos de luvas e 600 mil réis por mês, com direito à hospedagem no Hotel Fortuna, o melhor da cidade. No dia 27 de junho de 1937 a antiga Federação Pernambucana de Desportos recebia o ofício do Central solicitando a inscrição do jogador como profissional. A sua estreia foi no dia 30 de junho daquele ano em uma partida contra o Náutico. Ele jogou bem, como se esperava, no entanto não evitou a derrota por 2x1 para o Timbu.

Vale contextualizar de que a época era a de um futebol ainda “romântico” em que se defendia que o amor pela camisa deveria bastar e se criticava dar qualquer centavo a um jogador. Na realidade, todavia, anos antes o pagamento aos atletas já acontecia algumas vezes de forma camuflada. Eles ganhavam falsos empregos para receber vencimentos em nome das empresas e não dos times. Em Pernambuco, havia muita resistência por parte de algumas equipes.

Coube então ao Central vestir com o manto alvinegro a mudança no futebol pernambucano que já se mostrava inevitável. Há mais de oito décadas um ofício do clube caruaruense mudou o curso da história no esporte no Estado, provando, desde aquela época, a força do esporte no interior. Coube a Luiz Zago ser o precursor do profissionalismo onde se defendia somente o amor.

 




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