Jornal do Commercio
PAIXÃO CENTENÁRIA

Escrete de Ouro relembra glórias do Central

Os integrantes da equipe esportiva da Rádio Jornal recordam jogos históricos da Patativa

Publicado em 14/06/2019, às 07h27

Os jogos históricos do Central no Lacerdão foram narrados pelo Escrete de Ouro.  / JC Imagem
Os jogos históricos do Central no Lacerdão foram narrados pelo Escrete de Ouro.
JC Imagem
Leonardo Vasconcelos

Nesta sexta (14), no segundo dia da série "Paixão Centenária", sobre os 100 anos do Central, você vai conhecer a ligação de alguns integrantes do Escrete de Ouro, da Rádio Jornal, com o clube alvinegro de Caruaru. 

LEMBRANÇAS

"Eu nasci em Caruaru e eu me lembro com 14 anos indo aos treinos, queria ver os jogos. Muitas vezes não tinha dinheiro e esperava a abertura dos portões faltando vinte minutos para o término da partida para entrar e ver o final. A gente ia para os treinos quando saia do colégio ou tinha aula vaga. Eu me lembro dessa época da minha infância de ver o clube com times competitivos, revelando grandes jogadores. Teve o meia Vadinho que acabou indo pro Santos e São Paulo e voltou para o Náutico, um meia de muita qualidade e chute muito forte. Enfim, o Central sempre estava revelando bons jogadores. Eu lembro de ter narrado diversos jogos e o time sempre jogou de igual para igual com os times da capital, de peito aberto e indo pra cima. São cem anos de vida, um clube que sempre sobrou no interior. Ele chega no seu centenário com um belo patrimônio, com o seu estádio, e tem o povo que cerca a agremiação. Ele tem uma bela torcida. Mas eu acho que o time precisa ainda mais do povo de Caruaru. Um clube centenário que representa não só a cidade como também o Agreste e o interior do Estado como um todo. Acho que o torcedor precisa se associar. Isto é fundamental, participar mensalmente e fazer com que o clube tenha uma receita além das bilheterias dos jogos. Esse é o apelo que eu faço”, Roberto Queiroz (narrador)



"Em 1994, fui convocado para fazer parte da equipe da Rádio Jornal de Caruaru. E fui já sabendo da grandeza do Central. Coincidiu que em 1995, no segundo semestre, ele estava na Série B do Brasileiro e fez uma campanha memorável, ficando a um passo de subir para a Série A. Eu lembro de ter narrado jogos da reta final contra Atlético-PR, Coritiba e Mogi Mirim. E aquilo mexeu com a cidade, com a torcida que sempre foi grande. O antigo estádio Pedro Vítor, hoje Lacerdão, ficava lotado. Infelizmente o clube teve algumas gestões ruins que acabaram minando a sua força e aí, claro, a torcida acaba perdendo também um pouco do seu ímpeto. Mas ele continua lá na cidade, vivo, e quando tem grandes jogos ele aparece. Recentemente ele pegou o Ceará na Copa do Brasil, colocou um grande público e jogou bem, diga-se de passagem. O Central tem uma boa estrutura, um estádio grande, e ele vai voltar a ser grande quando as gestões ajudarem. Eu vivi lá durante cinco anos e vi de perto a paixão do torcedor. Ele se identifica muito com o clube e ele com a cidade. Não existe outro time com esse nome. Quando se fala em Central é Central de Caruaru”, Maciel Júnior (comentarista)

"Bom, desde que eu comecei no rádio, eu sempre tinha aquela imagem de que o Central era o clube do interior, o grande representante da região. Ele completa 100 anos sendo a referência interiorana do futebol em Pernambuco. Eu cheguei a narrar momentos tristes e alegres do Central. Por exemplo eu narrei jogos dele na segunda divisão do Estadual, foi quase o fundo do poço para a Patativa do Agreste. Por outro lado eu lembro que quando eu sai de Garanhuns em 1995 e comecei a fazer as minhas primeiras transmissões na Rádio Jornal de Caruaru, eu narrei jogos da Série B do Brasileiro. Recordo que fiquei até emocionado em ver um jogo no interior com tantos torcedores apaixonados comparecendo em peso, com a camisa alvinegra e incentivando o time. Um espetáculo muito bonito! Eu acho que hoje o Central precisa ser abraçado pelo torcedor de Caruaru e de toda a região. O Central é um clube muito simpático na minha opinião, eu tenho um carinho e um respeito muito grande por ele, faz parte da minha história. Central é Caruaru e Caruaru é Central. As histórias deles se misturam. Quando se fala de um se lembra do outro. Então parabéns Central pelos 100 anos, ninguém completa um século por nada. É um clube histórico, centenário e que merece todo o carinho dos pernambucanos”, Aroldo Costa (narrador)




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