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Copa América

Brasil espera mais apoio da torcida em Salvador contra Venezuela

A seleção brasileira venceu por 3x0 a Bolívia na estreia pela Copa América

Publicado em 17/06/2019, às 08h17

Dani Alves é o capitão da seleção brasileira na Copa América / Foto:  Francisco Stukert/Estadão Conteúdo
Dani Alves é o capitão da seleção brasileira na Copa América
Foto: Francisco Stukert/Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Depois das vaias recebidas pela seleção brasileira no fim do primeiro tempo diante da Bolívia, quando a partida em São Paulo, ainda estava 0x0, o lateral Daniel Alves espera uma energia diferente em Salvador. A capital da Bahia recebe o segundo jogo da canarinho na Copa América, contra a Venezuela. O palco será a Arena Fonte Nova a partir das 21h30 (de Brasília) desta terça-feira. Na estreia diante dos bolivianos, a equipe de Tite saiu com a vitória por 3x0.

“Na Bahia o axé é diferente. As pessoas sentem falta da seleção, dessa energia que a seleção leva onde passa. Certeza que lá vai ser mais animado do que aqui (São Paulo). Se Tite gritasse, dava para escutar”, disse o lateral.

O capitão do Brasil avaliou que a rivalidade entre os clubes modifica a relação dos torcedores com a seleção. “Em São Paulo é normal vaiar. Existem muitos torcedores de times. É sempre complicado jogar aqui, mas a equipe mostrou personalidade no Morumbi”, elogiou.

A partida de amanhã é uma espécie de volta para casa para o lateral-direito de 36 anos. Baiano de Juazeiro, Daniel Alves começou a carreira no Bahia e foi para a Europa em 2002. O lateral já jogou várias vezes na Fonte Nova pela seleção. Mas esta poderá ser sua última partida pela equipe no estádio. A tendência é que o Brasil não volte mais à Bahia antes da próxima Copa do Mundo - e ele deverá encerrar a carreira antes disso.

Outro fato que chama atenção entre a Fonte Nova e a seleção brasileira é que foi justamente no estádio que a equipe canarinho estreou na Copa América de 1989, também contra a Venezuela. A edição em questão havia sido a última realizada em solo nacional. Mas o clima da partida foi bem diferente do que a equipe de Tite deve encontrar amanhã.



PASSADO

Para o jogo em questão, os atletas da canarinho foram recepcionados com ovadas e xingamentos. “Jogamos em campo com péssimas condições. Não tinha condições de render”, relembrou o ex-técnico da seleção brasileira e comandante do Brasil na época, Sebastião Lazzaroni, de 68 anos.

Uma escolha do treinador gerou o clima hostil em Salvador. Lazzaroni optou por cortar Charles, jogador do Bahia, da lista final da Copa América. Preferiu Renato Gaúcho, Romário, Bebeto e Baltazar. “Charles tinha sido convocado antes em função de vários impedimentos de atletas que estavam no exterior e aproveitou a chance. Mas na relação final para a Copa América, ele foi superado por outros”, justificou.

O técnico tinha até o dia 30 de junho para confirmar a lista final e anunciar os cortes. Charles e toda a torcida do Bahia ficaram sabendo da dispensa um dia antes do jogo contra os venezuelanos, em 1º de julho.

O preço por abdicar do ídolo do clube baiano foi sentido das arquibancadas. Na estreia, contra a Venezuela, apenas cerca de 13 mil torcedores foram assistir à seleção brasileira, ostensivamente vaiada e recepcionada com rojões. Os atletas nem conseguiram ficar no banco de reservas.

Dos quatro jogos que fez no seu grupo, os três primeiros foram disputados na Fonte Nova. O time venceu o primeiro, por 3x1, e teve dois empates por 0x0 contra Peru e Colômbia – o último, contra o Paraguai, foi no Arruda. O Brasil acabou conquistando o título da edição de 1989 após vitória contra o Uruguai no quadrangular final, por 1x0, com gol de Romário.





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