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FUTEBOL FRANCÊS

Com gol de bicicleta, protestos e resposta, Neymar reestreia no PSG

Atacante brasileiro falou abertamente sobre negociações frustradas

Publicado em 14/09/2019, às 16h00

Neymar marcou o gol da vitória sobre o Strausburg, na Ligue One / Foto: MARTIN BUREAU / AFP
Neymar marcou o gol da vitória sobre o Strausburg, na Ligue One
Foto: MARTIN BUREAU / AFP
Diego Borges
Twitter:@DiBorges9

Após uma longa novela de negociações que virou manchete em todos os portais esportivos do mundo do futebol, Neymar voltou a atuar pelo Paris Saint-Germain neste sábado, mas não foi um jogo qualquer. Não apenas pelo gol de bicicleta marcado pelo atacante, que deu a vitória ao PSG por 1x0 sobre o Strausburg, pela Ligue One. A 'pintura' dividiu as atenções com protestos das arquibancadas, bastante contundentes.

No Parc des Princes, estádio do PSG, as vaias e gritos de protesto ecoavam a cada vez em que Neymar dominava a bola, mas nada comparada à faixa exibida no setor comumente ocupado pelos 'Ultras', ala mais radical da torcida do clube parisiense, com a frase em português claramente adaptado: "Neymar Sr, venda seu filho na Vila Mimosa", área do Rio de Janeiro estigmatizada pela prática de prostituição.

A RESPOSTA

Após a partida, em entrevista coletiva, Neymar falou abertamente sobre o episódio desta tarde e foi além ao comentar o desejo de deixar o PSG e as projeções para a temporada 2019/2020 em Paris. "Todos sabem que era um desejo sair, e eu queria isso. Não vou entrar em detalhes do que aconteceu nas negociações. É uma pagina virada. Hoje eu sou jogador do PSG e prometo dar tudo em campo. Esse é o meu papel, é o que eu vou fazer nesta temporada", declarou.



"Não tenho nada contra a entidade do PSG ou os torcedores, mas sempre que você não se sente bem em um trabalho, você procurar outro pelos seus motivos pessoais. Fiz o possível, mas não deixaram e eu não vou entrar em detalhes. Agora a minha cabeça está voltada totalmente a Paris", completou.

Sobre as críticas vindas da torcida, Neymar recorreu à figura do clube para minimizar as cobranças. "Eu não preciso que gritem o meu nome, ou que estejam ali por mim. O que eu quero, o que eu desejo, é que estejam ali pelo PSG. Se eles (torcedores) falam que o PSG é muito grande e é maior do que qualquer jogador, eles têm que esquecer esse jogador e começar a incentivar a equipe os 90 minutos, que será muito mais importante do que ficar vaiando", disse, antes de lamentar os problemas físicos apresentados no clube.

"Infelizmente, nestes dois anos tive muitas lesões sérias, que acabaram me deixando fora em muitos jogos. Mas em campo eu sempre correspondi. Se olhar os números, são os maiores da minha carreira. Não quero que se incomodem por mim. Se eles não gostam mais de mim, isso é triste, mas pensem primeiros nos outros jogadores e comecem a incentivar todo mundo", argumentou Neymar.




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