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Adilson Batista quer ficar no Cruzeiro e desabafa: 'Rogério Ceni tinha razão'

Treinador do Cruzeiro, Adilson Batista, lamentou derrota por 2x0 diante do Palmeiras, que confirmou a queda do clube para a Série B

Publicado em 09/12/2019, às 10h57

Treinador lamentou queda do Cruzeiro para a Série B / Cruzeiro/Divulgação
Treinador lamentou queda do Cruzeiro para a Série B
Cruzeiro/Divulgação
Estadão Conteúdo

Adilson Batista não conseguiu livrar o Cruzeiro do rebaixamento no Campeonato Brasileiro - o time perdeu por 2x0 para o Palmeiras. Abatido, o treinador usou a entrevista coletiva para desabafar, pedir apoio do torcedor e indicar qual será o caminho do clube para se reerguer em 2020.

O técnico chegou ao clube faltando três jogos para o término da competição. Lamentou a falta de tempo e, assim como o gestor Zezé Perrella, criticou os responsáveis pela montagem e administração do futebol do clube. E deu razão para Rogério Ceni "Ele (Ceni) tinha muitas razões quando chegou aqui e disse que era preciso uma mudança geral, tanto de comportamento como de jogadores. Mas, sem respaldo, ele foi embora. Mas ele estava certo", garantiu, visivelmente abatido.

E continuou explicando as razões para queda do clube à Série B após cinco derrotas consecutivas nas últimas rodadas. "Tem muita coisa errada. O Zezé (Perrella) acabou de dizer. Falta aspecto físico, qualidade. Eu quero fazer parte dessa reconstrução. É triste encarar a Série B com a grandeza do Cruzeiro", disse o treinador.



Adilson Batista foi o quarto comandante do grupo somente no Brasileirão, atrás de Mano Menezes (13 jogos), Rogério Ceni (8) e Abel Braga (13). O técnico dirigiu o time nas últimas três rodadas e o clube ainda contou com o interino Ricardo Resende na 14.ª rodada.

PERMANÊNCIA

O treinador também foi questionado sobre a sua permanência para o ano que vem e foi enfático ao dizer que, a partir desta segunda-feira, já iniciará conversas visando a montagem do grupo. Ele indicou que a montagem do elenco será em cima de jovens jogadores, além de atletas das categorias de base.

"Minha colaboração foi aceitar o convite neste momento difícil. Não discuti salário. Vim com a intenção de ajudar, dar o melhor. Tentei fazer o melhor. Esse processo de reconstrução, todos nós podemos colaborar", disse o ex-zagueiro do próprio clube. "Vou ter o respaldo da diretoria do Cruzeiro (para mudanças) e amanhã (segunda-feira) vamos começar a trabalhar. Essas providências (mudanças de elenco) tinha que ser feito ontem", completou.




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