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Náutico brilhou, Sport pouco usou e Santa sofreu: os cenários da base em 2018

JC analisou aproveitamento das categorias de base na temporada pelo Trio de Ferro

Publicado em 21/10/2018, às 07h46

Robinho foi um dos jogadores da base que se destacou pelo Timbu em 2018 / Guga Matos/JC Imagem
Robinho foi um dos jogadores da base que se destacou pelo Timbu em 2018
Guga Matos/JC Imagem
Diego Toscano
Twitter: @diegotoscanoo

Com um 2018 que tem o risco de terminar ainda mais tenebroso, com o possível rebaixamento do Sport para a Série B se juntando às permanências de Santa Cruz e Náutico na Terceira Divisão, será mais do que fundamental que o trio de ferro da capital procure usar a base no ano que vem. E hoje, cada um está em estágio diferente na formação dos garotos. O Timbu teve o ano mais positivo da sua história, com 15 jogadores revelados. Já o Leão testou pouco a garotada, só usando-os em caso de necessidade. O pior cenário é o do tricolor do Arruda, que até subiu atletas na temporada, mas não conseguiu ter sucesso e acabou apostando em jogadores mais rodados na Série C.

NÁUTICO

No ano com o pior orçamento da última década, o Náutico investiu na utilização da base e teve frutos. Ao todo, foram 15 jogadores que apareceram em ao menos uma partida na temporada: os goleiros Bruno e Sérgio; os zagueiros Samuel, Richard, Rafael Ribeiro, Otávio e Kevyn; os volantes Xuxa, Willian Gaúcho e Luiz Henrique; o meia Felipinho e os Tharcysio, Robinho, Rogerinho e Odilávio.

“Foi um aproveitamento fantástico. A base é o berço do clube. O projeto, quando me fizeram o convite, era que eu fizesse atletas que conseguissem chegar no profissional. Costumo dizer que não montamos o sub-20, mas o Náutico B. Foi um ano de sucesso para a base. Estamos no caminho certo. Botando atletas para jogar, vai ajudar até na parte econômica, com possíveis negociações”, afirmou Dudu Capixaba, que é técnico do sub-20 e auxiliar do profissional alvirrubro.

SPORT

Já o Leão, apesar de ser o clube que tem mais conquistas em nível estadual e regional de Pernambuco, não teve um ano de aproveitamento da base. Os que surgiram bem em 2017 perderam espaço e até foram emprestados, casos dos volantes Ronaldo, Thallyson e Fabrício. Só agora, no final do ano e por necessidade na Série A, peças como o goleiro Maílson, o lateral Evandro e o zagueiro Adryleson começaram a ter chances.



Júnior Câmara, treinador do sub-20, porém, defende o investimento rubro-negro na base se baseando pelos resultados obtidos nos últimos anos “O Sport está brigando pelo pentacampeonato do sub-15 e pelo tetra no sub-17 e no sub-20. Há uma hegemonia da base do Sport em Pernambuco. Não há como negar. Temos jogadores da base convocados pela seleção em todas as categorias. Fomos vice-campeões do Brasileiro (sub-17, em 2016) jogando contra São Paulo, Bahia, Flamengo, Corinthians e Fluminense. Não é falta de qualidade”, disse.

SANTA CRUZ

Por fim, o Santa Cruz até tentou lançar jogadores no início da temporada, dando chances para Williams Luz, Anderson e Wallison Pequeno, entre outros, com o técnico Júnior Rocha. Mas no principal objetivo do ano e pela necessidade de subir para a Série B, apenas o zagueiro Eduardo Brito e o meia Jeremias tiveram mais chances durante o ano, ficando no banco de reservas.

Para Felipe Rego Barros, vice-presidente de futebol do Santa Cruz, o processo eleitoral do final de 2017 atrapalhou o planejamento do clube, que acabou mudando o comando da base e usando a estratégia de trazer jogadores mais experientes para o plantel. “O processo eleitoral acabou atrasando o planejamento. Tivemos pouco tempo para montar elenco. Com pouco tempo de gestão e precisando montar um elenco rapidamente por causa do calendário apertado, precisávamos trabalhar com mais segurança. Mesmo assim, alguns atletas tiveram chance no começo. Mas não existiu um planejamento”, confirmou.




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