Jornal do Commercio
Retorno

Polêmica, hiato e recomeço: Maylson volta ao Náutico após quase dois anos

Volante relembrou polêmica com auxiliar, tempo sem jogar e busca nova chance no Timbu

Publicado em 11/01/2019, às 07h43

Jogador atuou em apenas quatro partidas após deixar o Náutico, em maio de 2017 / Léo Lemos/Náutico
Jogador atuou em apenas quatro partidas após deixar o Náutico, em maio de 2017
Léo Lemos/Náutico
Diego Toscano
Twitter: @diegotoscanoo

Pouco menos de dois anos após deixar o Náutico com polêmica, Maylson foi reapresentado como jogador alvirrubro ontem, no CT Wilson Campos. Em fevereiro de 2017, o atleta foi afastado do elenco alvirrubro após discutir com o então auxiliar Wilton Bezerra, do treinador Dado Cavalcanti. Até voltou com a chegada de Milton Cruz, mas acabou deixando o clube em maio. Agora de volta, deixa o episódio e lado e quer voltar a brilhar nos campos. Trata a volta para o Timbu como recomeço, já que só atuou em quatro partidas depois de deixar a Rosa e Silva.

“Não queria ter saído da forma que saí daqui. Foi um clube que gostei e me senti muito bem, tirando aquele episódio que ficou para trás. Foi um momento único que aconteceu na minha vida e tenho certeza que não vai se repetir. Estou aqui de volta para buscar meu espaço de novo. Procurei Ítalo e pedi a oportunidade. Quero muito ajudar o Náutico a voltar para a Série B. Da próxima vez que tiver que sair daqui, que seja com título ou acesso, bem mais feliz e realizado”, disse.

Sobre a confusão, Maylson não entrou em detalhes, mas afirmou que pediu desculpas para o treinador Dado Cavalcanti e parte da sua comissão. Na época, a informação foi que o volante jogou um prato no auxiliar Wilton. “O santo não bateu com o auxiliar. Conversei com Dado após o episódio e pedi desculpa a ele e ao preparador físico Fred. Tenho minha cabeça super tranquila hoje em dia. Com o auxiliar não me dei bem, mas ficou para trás e desejo todo sucesso para ele. Depois Milton (Cruz) chegou e me deu oportunidade. Não saí por causa da confusão em si, mas porque estava tendo muitos problemas (de gestão no clube, que acabou rebaixado para a Série C). Resolvi sair e decidi junto com o clube o melhor momento”, relembrou.



Depois da saída do Náutico, Maylson praticamente não conseguiu mais jogar futebol. De maio de 2017 até hoje só quatro partidas, todas pelo Red Bull-SP. Ainda foi contratado pelo Londrina, na Série B do ano passado, mas não atuou. “Quando saí, voltei pro Red Bull e só faltava uma rodada para acabar a primeira fase Série D. Não conseguimos passar e fiquei sem calendário porque não poderia me transferir para outra equipe. Até apareceram convites, mas preferi ficar um mês de férias e depois voltar a treinar. Em 2018, no Paulistão, fiz três jogos como titular e respeitei a opção do treinador (de não usá-lo mais). Por ter jogado pouco, tive dificuldades para me empregar no segundo semestre. Depois de um bom tempo fui para o Londrina, que estava disputando acesso e tinha elenco grande. Lutei, mas não tive oportunidades”, disse.

FAMÍLIA

Maylson também afirmou que o apoio da família foi fundamental nos últimos meses sem jogar e que encara a volta ao Náutico como recomeço no futebol. “Teve um período que fiquei muito chateado por ficar sem fazer o que mais gosto. Refleti muito e agradeço a minha família, que deu apoio e conselhos. O que mais escutei dos meus pais foi não desanimar porque o futebol tem esses altos e baixos. Nesse período (sem jogar) tive uma filha e o sorriso dela quando chegava em casa chateado não tinha preço. Isso me deu muita força também. Pode ter certeza que está aqui um cara muito feliz e bem mais forte mentalmente. As oportunidade que tiver vou agarrar com unhas e dentes. Estou aqui e o pensamento é de recomeço”, finalizou.





Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Copa América no Brasil Copa América no Brasil
Confira a relação da Copa América com o Brasil, o histórico e detalhes da edição deste ano, na qual a seleção terá que se virar sem Neymar, cortado do torneio. Catar e Japão participam como convidados
O nome dele era Gabriel Diniz O nome dele era Gabriel Diniz
José Gabriel de Souza Diniz, o Gabriel Diniz, ou simplesmente GD como os fãs o chamavam, morreu precocemente, aos 28 anos, em um acidente com um pequeno avião no litoral sul de Sergipe ocorrido na segunda-feira, 27 de maio de 2019.
Conheça o udigrudi pernambucano Conheça o udigrudi pernambucano
O udigrudi pernambucano reuniu um grupo de talentosos jovens músicos que, na primeira metade dos anos 70, gravou discos absolutamente não comerciais, fez rock and roll na terra do frevo, produziu festivais, insistiram na permanência do sonho.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM