Jornal do Commercio
RIO 2016

Organizadores garantem segurança contra terrorismo na Olimpíada

''O Brasil está adotando as melhores práticas globais", disse o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues

Publicado em 07/04/2016, às 20h17

Secretário também disse o esquema de segurança não está sendo afetado pela atual crise econômica e política no país / Foto: Divulgação
Secretário também disse o esquema de segurança não está sendo afetado pela atual crise econômica e política no país
Foto: Divulgação
Da ABr

O esquema de segurança dos Jogos Olímpicos está preparado para evitar possíveis casos de terrorismo durante a competição, afirmou nesta quinta-feira (7) o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues.

Ele participou, no Rio, da entrega dos 54 planos integrados de segurança, detalhando a atuação em cada instalação esportiva do evento.

“O Brasil está adotando as melhores práticas globais. Já realizou eventos recentes e mostrou que é capaz de prover segurança e entregar um serviço de excelente qualidade. Para os Jogos, nós avançamos ainda mais. Trouxemos um conceito de centro integrado antiterrorismo. É a primeira vez, na edição dos Jogos, que haverá este centro, recebendo policiais estrangeiros com expertise [especialização] no enfrentamento ao terrorismo”, disse Andrei.

O secretário reconheceu que a situação internacional inspira preocupação, principalmente depois dos atos terroristas ocorridos recentemente na França e na Bélgica, mas disse ter certeza de que o Brasil vai garantir segurança aos visitantes e às delegações estrangeiras. “Não podemos ficar indiferentes a esses acontecimentos mais recentes, na França e na Bélgica. Estamos cada vez mais alertas e atentos a todos os cenários. Tenho absoluta convicção de que o Brasil está preparado para prover a segurança dos Jogos.”

Andrei ressaltou que o esquema de segurança dos Jogos não está sendo afetado pela atual crise econômica e política no país, pois os principais atores são funcionários de Estado.



“As instituições são maiores que as pessoas. Nós temos um trabalho institucional, realizado por profissionais, servidores, que estão absolutamente comprometidos com o processo de segurança dos Jogos, e não há nenhuma intervenção quanto a intervenção econômica ou política. Seguimos o nosso processo, o cronograma estabelecido, as instituições estão participando, envolvidas. Nossa área é toda composta de servidores estáveis, concursados, que são profissionais de Estado, focados nessa missão”, ressaltou.

De acordo com o secretário, o padrão de segurança adotado no Rio será o mesmo nas cidades que sediarão partidas de futebol. “Já definimos todos os planos táticos das cinco cidades e estamos no detalhamento. Até o final de abril, entregaremos os planos das cidades do futebol”. Assim como na Copa do Mundo de 2014, haverá perímetros de segurança em torno dos locais de competição e só poderão chegar perto aqueles que tiveren credencial ou ingresso.

Para o diretor de Segurança do Comitê Organizador, delegado federal Luiz Fernando Correa, as medidas que estão sendo tomadas são suficientes para garantir a segurança do evento, principalmente contra atos terroristas. “Eu me sinto muito confortável com a capacidade que o Brasil tem, a inserção na comunidade internacional de inteligência e a capacidade interna de resposta”, disse ele, que esteve à frente do esquema de segurança dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e já foi secretário nacional de Segurança e diretor-geral da Polícia Federal.

De acordo com a Secretaria de Segurança para Grandes Eventos, já foram adquiridos os equipamentos que serão usados na revista realizada na entrada das instalações. São 823 portais, 505 magnetômetros de mão (raquetes) e 336 aparelhos de raio X. Durante os Jogos, um complexo sistema de centros integrados de comando e controle estará em funcionamento. Além do centro nacional e dos regionais, um para cada cidade-sede, cada área olímpica no Rio (Maracanã, Barra, Copacabana e Deodoro) terá um centro integrado de comando e controle setorial. Foram definidas as plantas desses centros, com as posições de cada órgão no interior deles.

Dentro das instalações olímpicas, haverá ainda centros integrados de segurança da instalação (Cisi): serão nove em Deodoro, quatro na região Maracanã, quatro em Copacabana e dez para a região da Barra. Cada estádio das sedes do futebol também terá um Cisi. Complementando o chamado Sistema Integrado de Comando e Controle, serão ativados para os Jogos o Centro de Cooperação Policial Internacional e o Centro Integrado Antiterrorismo.

Mais informações podem ser acessadas na página do governo brasileiro sobre os Jogos Rio 2016.




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