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Refeno

Clima de confraternização na largada da 30ª Refeno

Um número grande de espectadores foram assistir a largada da regata no Marco Zero

Publicado em 30/09/2018, às 09h03

A Refeno é a maior regata oceânica da América Latina / Sérgio Bernardo/JC Imagem
A Refeno é a maior regata oceânica da América Latina
Sérgio Bernardo/JC Imagem
Fernando Castro
Twitter: @fernand0_castro

Em clima de confraternização, foi dada a largada, ontem, no Marco Zero, da 30º edição da Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha (Refeno). Sessenta e uma embarcações partiram do Porto do Recife, a partir do meio dia, em direção ao Mirante do Boldró, em Noronha. No total, são 295 milhas náuticas de percurso, ou 545 quilômetros entre céu e mar.

Pai de Enzo, de apenas quatro anos, Igor Leite costuma comparecer à largada da Refeno todos os anos, mas, nesta edição, resolveu trazer o filho pela primeira vez. O ambiente festivo do evento, que já é uma tradição na cidade, foi um dos principais motivos, além do fato de, segundo o pai, o pequeno Enzo adorar embarcações. Para Igor, passar um dia agradável, junto com a criançada, estimulando a prática esportiva, já é algo que vale muito a pena.

NO CLIMA

Antes da largada, as embarcações participaram de um desfile de apresentação. Com o objetivo de agrupar os barcos de acordo com suas características e desempenho, a organização da Refeno separou a partida das embarcações por grupos. Os prováveis Fita Azul, ou seja, aqueles que têm maiores probabilidades de conquistarem o título de campeão da regata, largaram no último grupo, às 13h. Nem mesmo a chuva no início da cerimônia atrapalhou o momento especial para várias famílias, desde crianças a idosos, que se reuniram no Marco Zero e festejaram a presença dos barcos. Como foi o caso do casal Wellington e Rosângela Ribeiro, que valorizaram a oportunidade.



“É um momento muito bonito”, dizia Wellington, enquanto se encantava com o cenário de cartão-postal do Marco Zero. Wellington conta que já teve a chance de estar do outro lado da regata, isto é, na chegada, uma vez que ele já foi morador da Ilha. “Já presenciei a chegada dos barco, nos anos 90, e é uma cena igualmente bonita”, garante. Também na outra ponta, a Refeno é sempre uma festa que mobiliza muita gente. “O evento ajuda a valorizar ainda mais Noronha”, afirma Wellington Ribeiro.

Pernambuco está representado por 16 embarcações. O atual tetracampeão da Refeno, o barco gaúcho Camiranga, não participou da edição deste ano e deixou aberto o caminho do favoritismo para o barco pernambucano Patoruzú, comandado pelo argentino Higinio Luis Marinsalta, que mora no Recife há 37 anos. A embarcação foi vice-campeã em 2017 e é a grande candidata para conquistar a Fita Azul deste ano. Os primeiros barcos devem chegar ainda neste domingo em Fernando de Noronha.

Em 2018, a competição também teve foco especial na acessibilidade. O cadeirante Rodrigo Carvalho e o deficiente visual Diego Teixeira, participam pela primeira vez.




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