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Nadador multicampeão é reclassificado como inelegível para o esporte paralímpico

Nadador com 14 anos dedicados ao paradesporto, Andre Brasil foi reclassificado como inelegível e não pode mais competir na modalidade

Publicado em 25/04/2019, às 08h38

Andre Brasil estava se preparando para Tóquio-2020 / Reprodução/Instagram
Andre Brasil estava se preparando para Tóquio-2020
Reprodução/Instagram
JC Online

Multicampeão da natação paralímpica, o brasileiro Andre Brasil foi surpreendido com uma péssima notícia. Após avaliação do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), ele foi reclassificado como inelegível para o paradesporto, o que significa que ele não vai poder mais participar de competições na modalidade. A informação foi recebida com revolta e indignação. André, hoje com 34 anos, dedicou 14 de sua vida à natação, sendo um dos maiores representantes do esporte brasileiro.

"Indignação, revolta, tristeza...Uma história apagada em um dia. Somos tratados como números de pontos na classificação e não como seres humanos. Isso é o que chamamos de esporte paralímpico?", questionou o nadador , logo após a reclassificação. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também manifestou frustração com a decisão da entidade internacional e garantiu que vai entrar com recursos para tentar reverter a decisão. 

NOTA OFICIAL

"O CPB está ao lado de Andre Brasil e compartilha sua frustração ao ser classificado como inelegível. Não cremos que seus 14 anos no Movimento Paralímpico foram uma mentira. Entendemos que foi submetido a uma grande injustiça e o apoiaremos para restaurar a igualdade e a justiça", diz nota da entidade nacional. 

Andre estava preparado para competir pelo Open Internacional, que começará nesta quinta-feira. O CPI avaliou os competidores inscritos na competição, uma prática obrigatória no paradesporto para nivelar a deficiência dos paratletas. Os critérios são prescritos e analisados pela entidade e desde o ano passado vem apresentando controvérsias. Andre representava a classe S10, a mais avançada para a natação, uma vez que ele é reclassificado como inelegível fica fora do esporte paralímpico. A análise apontou que ele não tem deficiência, mesmo apresentando exames que comprovem o contrário.



O brasileiro teve poliomielite com três meses e ficou com cinco centímetros de diferença entre uma perna e outra, além de perder força, resistência e sensibilidade 

 

 





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