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Polêmica

Sul-africana diz ter sido usada como 'rato de laboratório' por IAAF

Bicampeã olímpica dos 800m rasos acusa entidade máxima do atletismo de tê-la submetido a um tratamento hormonal para reduzir testosterona em atletas hiperandrogênicas

Publicado em 18/06/2019, às 13h00

Semenya afirmou que o tratamento a fazia se sentir constantemente doente / Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP
Semenya afirmou que o tratamento a fazia se sentir constantemente doente
Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP
JC Online

A sul-africana Caster Semenya acusou nesta terça-feira a IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo, na sigla em inglês) de a ter usada como um "rato de laboratório". Em um comunicado oficial divulgado por seus representantes, a bicampeã olímpica dos 800 metros acusa a entidade de a ter utilizado em um tratamento hormonal destinado a reduzir os níveis de testosterona em atletas hiperandrogênicas.

"No passado, a IAAF me usou como um rato de laboratório para observar como o tratamento que eles queriam que eu fizesse diminuía o meu nível de testosterona", denunciou a atleta da África do Sul, que ganhou as medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e do Rio-2016.

Semenya afirmou, em seu comunicado oficial, que apesar de "o tratamento hormonal ter feito se sentir constantemente doente, a IAAF quer agora impô-lo a um nível mais elevado, sem conhecer os efeitos colaterais".

A sul-africana, que está em litígio com a IAAF, deixou uma garantia em toda essa situação: "Não vou permitir que a IAAF use a mim e ao meu corpo novamente", completou.



No início de junho, o Tribunal Federal da Suíça, a Suprema Corte suíça, suspendeu temporariamente as novas regras da IAAF, que obrigam que atletas hiperandrogênicas tomem medicação para reduzir os níveis de testosterona, sob pena de ficarem impedidas de participar de competições entre 400 e 1.500 metros.

DECISÃO

Em sua decisão, anunciada no último dia 1.º de maio, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) decidiu que é necessário criar um grupo de trabalho composto pelo diretor médico do COI, o britânico Richard Budgett, um representante da IAAF e especialistas do mundo da ciência e da ética e representantes dos atletas e das federações internacionais.

Para provas de meia distância, ficou estabelecido um limite de 5 nanomols de testosterona por litro de sangue. Mas Semenya, por uma condição endócrina chamada hiperandrogenismo, produz naturalmente o hormônio em excesso. Ela deverá tomar medicamentos para reduzir os seus níveis de testosterona se quiser competir entre as mulheres.





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