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Humanáuticos querem expandir cultura náutica

O coletivo participa pela primeira vez da Refeno

Publicado em 09/10/2019, às 07h52

Sérvulo Paulo Chagas, Lisiane Marques e Thiago Marques embarcam com o comandante Cláudio Martins Neto (de camisa toda branca). / Foto: Tsuey Lan Bizzocchi/Cabanga
Sérvulo Paulo Chagas, Lisiane Marques e Thiago Marques embarcam com o comandante Cláudio Martins Neto (de camisa toda branca).
Foto: Tsuey Lan Bizzocchi/Cabanga
Karoline Albuquerque
Do Blog do Torcedor

A bordo da embarcação Denise III, um catamarã, o comandante Cláudio Martins Neto tem em sua tripulação um trio de estreantes para a 31ª Refeno. Profissionais da área de saúde, Sérvulo Paulo Chagas, Lisiane Marques e Thiago Marques representam o coletivo Humanáuticos, de Fortaleza, Ceará.

O interesse pelo mar veio primeiro pelo kite surfe. “Afinal, o Ceará é a terra dos ventos”, afirmou a farmacêutica Lisiane. Depois, a vela caiu no gosto do grupo, que enxergou nos esportes náuticos uma importante porta para a juventude. Atualmente, mais de 500 pessoas são atendidos por três projetos do Humanáuticos.

O coletivo tem como principal objetivo difundir e fomentar a cultura náutica entre jovens. Tudo por uma forte crença no fortalecimento de uma nova geração que vai cuidar do oceano, ter mais saúde, disposição e valores éticos.

Antes dos projetos, a vela não era vista como atraente ou acessível para a juventude, de acordo com o idealizador Sérvulo. Surfe, kite ou stand-up padle detinham mais interesse. Agora, o quadro no cenário da vela também é renovado no Ceará.



“Promover a cultura náutica é promover qualidade de vida, pensamentos mais sustentáveis, qualidade ambiental através do conhecimento com o oceano. É promover autoconhecimento também. É a promoção de saúde e cultura quando você faz um projeto de esportes voltado à juventude, principalmente no oceano”, destacou Sérvulo, que é psicólogo.

O idealizador do projeto é enfático ao destacar que “a vela ensina que o veleiro é uma escola”. Em sua opinião, a embarcação nunca está pronta. Atrelado ao entendimento do veleiro, há também a compreensão do comportamento humano no oceano.
“Você tem que trabalhar nele. Passar um bom tempo entendendo as funções, os vários equipamentos, se identificar com esse processo, que é também de autoconhecimento quando você está aberto e bem orientado”, explicou.

O trio de estreantes enxerga a Refeno como um privilégio. Principalmente, por representarem os projetos cearenses. As expectativas aumentam e geram uma ansiedade positiva para o dia 12 de outubro, na largada da regata até o arquipélago de Fernando de Noronha.




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