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Pernambucano Patoruzú conquista Fita Azul da Refeno

A embarcação Patoruzú, de Pernambuco, conquistou o bicampeonato da Fita Azul, da Refeno. Os sete tripulantes desembarcaram na Ilha paradisíaca na tarde deste domingo

Publicado em 13/10/2019, às 17h50

Patozurú conquistou o bicampeonato da Fita Azul da Refeno / Everest Imagens
Patozurú conquistou o bicampeonato da Fita Azul da Refeno
Everest Imagens
Karol Albuquerque

Depois de conquistar o seu primeiro Fita Azul no ano passado, o barco pernambucano Patoruzú voltou a ser o grande vencedor na 31ª Regata Recife Fernando de Noronha (Refeno). A embarcação, que deixou o Marco Zero às 13h30 (do Recife) de sábado (12), alcançou a Ponta da Sapata às 17h15 e cruzou a linha de chegada, no Mirante do Bodró, às 18h15 (de Noronha) de domingo (13), em grande comemoração dos sete tripulantes. Foram 27 horas, 45 minutos e 35 segundos para completar o percurso e ser o primeiro a avistar a linda paisagem da ilha, a uma velocidade entre 8 e 9 milhas por hora.

O Patoruzú, um trimarã, foi seguido de perto pelo paulista Atrevida, um barco estreante apesar dos 96 anos de existência. O veleiro monocasco de São Paulo, fabricado nos EUA em 1923, largou no segundo grupo, às 12h30, liderando a corrida até a manhã do domingo, mas proa a proa com o concorrente. No fim da manhã, o Patoruzú assumiu a ponta e começou a se distanciar, vencendo por 17 milhas. O Atrevida chegou às 18h22 (de Noronha).

Tripulado pelo comandante Higinio Marinsalta, Higinio Luis Araújo Marinsalta (pernambucano), Igor Guimarães (paraibano), Ronaldo Barroca (paraibano), Carlos Moura (pernambucano), Avelar de Castro Loureiro Filho (pernambucano) e Avelar de Castro Loureiro Neto (pernambucano), o Patoruzú não teve uma viagem tão tranquila. O bicampeonato chegou com uma largada tranquila, mas uma peça, o tirante de casco, que segura parte da estrutura do barco, soltou um pino ainda no começo.

Depois de parar e não ter a peça para repor, o improviso precisou ser acionado. Uma chave de boca foi colocada no lugar do pino. Isso levou mais de uma hora para fazer a manobra. O que acarretou em mais de quatro horas sem levantar a vela de proa.
Ao avistar o Atrevida durante a madrugada, uma decisão: arriscar e levantar a vela. “Quando subiu, ainda na madrugada, foi encostando. Ele chamou pelo rádio para saber quem era, relatamos um problema, ele também relatou um problema com o motor e elogiou. A madrugada e até meio-dia foi proa a proa”, relatou o tripulante Igor.



O comandante vencedor, Higinio Marinsalta, já no porto, comentou que esperava uma regata mais tranquila. “Além do problema da quebra, aqui na chegada da ilha teve muita mudança de vento, muita mudança de vela. Porque normalmente não seria assim se a regata acontecesse no final de setembro. Como mudou para 12 de outubro, teve muita mudança de vento”, explicou.

RECORDE

O atual recorde é de 14 horas, do Adrenalina Pura, da Bahia. A embarcação, um catamarã, atingiu a marca em 2007. O Patoruzú não conseguiu fazer marca melhor do que a sua no ano passado, de 25 horas, 58 minutos e 12 segundos.

Inicialmente na edição 2019, 95 barcos estavam inscritos. Mas, três tiveram problemas antes mesmo da largada. Outras três embarcações partiram e sofreram com imprevistos no caminho. Outras treze embarcações serão punidas por terem escapado na largada. Ou seja, saíram antes dos concorrentes. A punição é de 30 minutos no tempo de percurso. A expectativa é que as embarcações continuem a chegar ao arquipélago até terça-feira (15). O penúltimo a chegar também recebe um troféu. Não é bem o Fita Azul, mas o Troféu Tartaruga.




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