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Santa Cruz busca cortar gastos e aumentar receita

Mesmo com resultados ruins no futebol, Santa Cruz aposta que equilíbrio nas contas é o caminho para reviravolta no campo

Publicado em 14/09/2018, às 08h16

Torcida do Santa Cruz não festejou em 2018 / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Torcida do Santa Cruz não festejou em 2018
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Davi Saboya
Twitter: @davisaboya

No primeiro ano da gestão Constantino Júnior, o Santa Cruz vive um processo de reformulação no quadro administrativo e financeiro. Essa foi uma promessa do mandatário após ser eleito no fim de 2017. Devido a difícil situação encontrada, precisou buscar um planejamento que tornasse o clube mais viável. A primeira ação começou neste ano com a redução de gastos. Para a temporada 2019, a expectativa gira em torno de um maior equilíbrio financeiro.

Um núcleo de gestão foi formado com cerca de 20 integrantes, entre ex-presidentes, ex-dirigentes e ex-conselheiros com a coordenação do ex-diretor Roberto Freire. Neste ano, os resultados em campo não foram obtidos. Já internamente a Cobra Coral promete que está avançando para no fim do triênio, em 2020, entregar o clube com funcionamento próprio e uma melhor contabilidade para o próximo presidente.

“Quando assumimos em janeiro montamos um plano de gestão em três pilares: redução de despesa, controle de gasto e aumento do faturamento. Atacamos primeiro na redução da despesa, depois no controle da gastos. Não adianta aumentar o faturamento para jogar dinheiro em uma gestão que não tem controle. O foco até o fim do mês ficou nesses dois pontos. A partir de outubro, vamos começar a investir na melhoria da receita do clube”, afirmou Roberto Freire.

O Santa Cruz começou o mês de janeiro com despesa de R$ 960 mil e receita alçada em R$ 300 mil. A situação foi melhorando e até o fim setembro a média de gasto mensal caiu para R$ 650 mil, com uma quantia de recurso no valor de R$ 400 mil. A intenção do núcleo gestor é estabilizar tudo em torno de R$ 500 mil por mês. Além disso, a baixa receita anual de cerca de R$ 7 milhões atrapalhou as ações do clube durante a temporada.



Precisando de capital, o núcleo gestor buscou fundos de investimentos no futebol, investidores externo para financiar as dívidas. Isso resultou em um fluxo de caixa negativo até o fim deste mês, mas que no fim do ano a promessa é de saldo positivo no cofre coral em relação ao ano de 2018.

COTAS

Ao contrário do cenário encontrado, as cotas das competições não foram antecipadas e serão fundamentais para quitar as contas deste ano. São elas: Nordestão (cerca de R$ 1,5 milhão), Estadual (média de R$ 1 milhão) e Copa do Brasil (R$ 500 mil). O que equivale, nas contas do Santa Cruz, em receita até o mês de abril. Depois, será preciso buscar verbas.

“Melhoramos a receita a cada mês e a diferença financiamos, que será paga até o fim deste ano. Não antecipamos nada das cotas. Teremos as parcelas da Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Pernambucano caindo ainda neste ano. Se passarmos de fase na Copa do Brasil será a nossa salvação. Se juntar isso aqui, você paga o que financiou da dívida e o que sobrar será usado para otimizar outras ações”, disse Roberto.


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