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Entrevista
Cobra Coral

Elenco, base, confiança, Série C e CT: Milton Mendes assume Santa Cruz

O técnico Milton Mendes foi apresentado oficialmente no Santa Cruz nesta quarta-feira

Publicado em 23/05/2019, às 08h02

Milton Mendes tem o desafio de colocar o Santa Cruz de volta à Série B do Campeonato Brasileiro / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Milton Mendes tem o desafio de colocar o Santa Cruz de volta à Série B do Campeonato Brasileiro
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Davi Saboya
Twitter: @davisaboya

Como sempre, o técnico Milton Mendes chegou esbanjando confiança. Nesta quarta-feira, ele foi apresentado oficialmente, e logo em seguida, assumiu de fato o Santa Cruz pela segunda vez. Ao contrário da passagem anterior, ele retorna com um contrato de três anos, que contém metas visando acessos.

>> Profissionais do SJCC são furtados na chegada do técnico do Santa Cruz

CONFIRA

DESEJO
Hoje o clube está na Série C, mas esse não é o lugar. É preciso unir todas as pessoas ligadas ao projeto para buscar o acesso, porém, também quero ser campeão. É preciso estar preparado para glória, queda e sucesso. Aceitei esse projeto por justamente conhecer as pessoas. Recusei outros convites por não conhecer os envolvidos. Voltei, pelo sucesso que tive e por quem comanda o Santa Cruz. Vamos trabalhar juntos, o que é o mais importante.

ELENCO
À princípio, acredito no potencial dos atletas. Foram feitas contratações, estive avaliando o elenco, acompanhei o jogo contra o Confiança e nunca me desliguei do clube, até mesmo quando trabalhei no rival. Confio bastante em alguns ajustes no trabalho muito bom que estava sendo feito pelo Leston (Júnior), que construiu esse grupo com a direção. Eles (elenco) precisam de estabilidade. Irei a assumir toda a responsabilidade e proteger os meus jogadores.

MUDANÇAS
Depois da minha passagem, se passaram três anos, muita coisa mudou. Tanto no time como na direção. Só tem Danny (Morais). Já conversamos sobre isso. Não adianta fazermos as mesmas coisas e esperarmos resultados diferentes. Temos que fazer diferente para conquistar os novos objetivos. Todos também mudaram: eu, Sorriso (Luciano, executivo), Tininho (presidente Constantino Júnior). Por confiar na minha capacidade de um grande projeto, o presidente Constantino (Júnior) e a direção me passou um contrato de três anos.

DIREÇÃO
Agora o Santa Cruz é um clube estável financeiramente. Isso mostra a dignidade das pessoas. Estou no clube porque me vejo motivado e acredito nas pessoas. Principalmente Roberto Freire (coordenador do núcleo gestor), que o nosso “mão de ferro”. Tudo tem sido feito com os pés no chão. Tenho certeza que o Santa Cruz está no caminho correto.



CT
Isso é uma coisa bacana que aconteceu. Naquela altura, não existe recurso. Hoje o clube tem um CT, que está em evolução, assim como tudo na vida. Não é fácil organizar todos os setores de um clube desse tamanho. Tenho visto coisas espetaculares acontecendo. O mais importante é termos um lugar para trabalhar e outro para jogar. Em cima disso, os jogadores terão obrigação de lutar e se entregar em campo.

RESGASTE
O primeiro passo será tentar recuperar a confiança dos atletas. Leston (Júnior) vinha fazendo um bom trabalho. Acabou bem a Copa do Brasil e o Nordestão. O trabalho vinha sendo bem feito. Infelizmente, o futebol brasileiro tem situações como essa. Ele (Leston Júnior) estava colocando os atletas, que na cabeça dele estavam em um melhor momento. Aí sim, entrará o meu trabalho. Gosto de uma equipe que jogue para ganhar, vencer e lute dentro de campo. Cansou? Levanta o dedinho e pede para sair.


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BASE
Temos uma série de garotos da base que foram alçados no começo deste ano. Darei continuidade e requisitei que Massaro (Paulo, técnico do sub-23) trabalhe conosco fazendo essa ligação. É fundamental os jovens entenderem que todos irão trabalhar conosco com segurança e oportunidade. Todos terão chance de trabalhar e serem avaliados. Uma equipe que não é compradora, tem que ser vendedora. E vendedor tem que trabalhar com a base.

SÉRIE C
Competição que deixa todos os times muito próximos. Aconteceram apenas quatro jogos. Com uma sequência de bons resultados, trabalho árduo, podemos encostar na parte de cima. Não é como começa. É como termina o trabalho.


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