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Arruda

Zé Neves: o provocador de adversários

Zé Neves foi presidente do Santa Cruz e protagonista de polêmicas no futebol pernambucano

Publicado em 16/06/2019, às 09h01

Zé Neves foi presidente do Santa Cruz em mais de uma oportunidade / Foto: Davi Saboya/JC
Zé Neves foi presidente do Santa Cruz em mais de uma oportunidade
Foto: Davi Saboya/JC
Davi Saboya
Twitter: @davisaboya

Em entrevista ao repórter Davi Saboya, no quadro Resenhando, do programa Movimento Esportivo, na Rádio Jornal, o ex-presidente do Santa Cruz, Zé Neves, lembrou das polêmicas de quando esteve no comando do clube. Para ele, tudo com o intuito de levar as torcidas aos estádios.

FUTEBOL HOJE
Está muito matemático e burocrático. Não gosto disso. Gosto de um futebol alegre e bonito. Precisamos de mais ousadia em campo. Ser menos quadrado. Só vamos conseguir ser campeões mundiais quando mudar isso. Em 2002, tínhamos Ronaldinho, Ronaldo e Rivaldo. Então, atualmente, só tem um Neymar, que é craque em campo, para ser campeão. O que não vamos conseguir desse jeito.

CASA DA BARBIE
Não vou negar, nem assumir a autoria. Um repórter na época, que não lembro o nome, estava cobrindo a reforma dos Aflitos. Uma perfeição muito grande. Comentava até com meu amigo André Campos (presidente do Náutico na época) que estava ficando muito bonito. Só que a tinta vermelha que usaram não devia ser de boa qualidade e estava mais desbotada, parecendo um rosa. Numa entrevista, disseram que parecia uma casa de boneca. Aí perguntaram se era da barbie. Eu confirmei. Uma brincadeira da época, que apimentava e enchia estádio.

KOMBI
Foi em um clássico no Arruda. Não valia nada, o Náutico estava sem pretensão e na mesma época começou a história que a renda ficava com o mandante, o que antes era meio a meio. Então, na segunda-feira, o jogo era só no final de semana, eu dei uma entrevista e disse que a torcida do Náutico não cabia em uma kombi e não iria reservar o espaço no Arruda. Porque no máximo iriam uns 15 torcedores, duas kombis. Falei isso de segunda a sábado e quase fui assassinado pelos meus amigos alvirrubros. No domingo, nunca vi uma quantidade tão grande de alvirrubros no Arruda. Me esculhambando e eu gostando (risos). Só que sem maldade, agressão. Isso tudo foi para encher estádio.



NO GRAMADO
Um torcedor, o Marquinhos do Pina, passou uma bandeira para mim pelo alambrado. Um peso danado, peguei e balancei. Não sei como esses caras aguentavam passar 90 minutos balançando. Eu mexi a bandeira, e como assistia a muito filme de faroeste, tive uma ideia. Estava ali, comemorando o título (Estadual de 1986) e fui em uma lenta corrida com a bandeira no braço, correndo em direção ao centro do campo. Tinha um cordão de policiais fazendo um isolamento, eles saíram da frente e continuei. Cheguei no meio-campo, finquei a bandeira bem no meio e abri os braços. A minha torcida foi ao delírio e a adversária, claro, não gostou. Até hoje, nessa data, todo mundo manda mensagem para mim. Atualmente, é uma atitude que não tem mais cabimento por conta da violência que cerca o futebol.

OUÇA

A COISA
Decisão do Estadual de 1993, jogávamos com o Sport na Ilha do Retiro. Se a gente ganhasse, passava e enfrentava o Náutico na final. Se empatasse, o que aconteceu, tinha outro jogo no Arruda. Depois dessa partida, um repórter veio me entrevistar. Eu disse que “coisa ruim demora a morrer”. O que é um ditado. Deu um tempo, ele volta para falar comigo de novo dizendo que a direção do Sport não gostou de eu ter chamado o time de “coisa”. Fiquei surpreso, disse que não falei isso, mas ele insistiu e eu confirmei. Nada com maldade.

DOS FESTEJOS
Culpa deles também. Ali onde hoje é a loja do Sport, na Av. Abdias de Carvalho, tinha uma casa de forró, que se chamava Casa dos Festejos. Ganhei o primeiro jogo, o segundo, o terceiro e não aguentei. Falava sempre que iria jogar no campinho da Ilha. Emendei dizendo que o jogo seria na Casa dos Festejos. E existia lá mesmo. Terminou pegando.

BANDEIRINHA
Na decisão do Campeonato Pernambucano de 2004 contra o Náutico, no segundo gol deles, a bola passa indo para linha de fundo, o meu zagueiro se vira, a bola bate na bandeirinha, o atacante do Náutico esperto, aproveita, vai correndo para a dentro da área e cruza para o gol de Jorge Henrique. Fiquei com uma raiva tão grande daquela bandeirinha (de escanteio), que ainda bem que um amigo meu alvirrubro pediu de lembrança. Achei ótimo, estava querendo tirar ela mesmo do campo do Arruda. Ainda autografei e ele guarda esse presente até hoje.


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