Jornal do Commercio
BALANÇO FINANCEIRO

Sport: balanço 2017 revela déficit de R$ 18 milhões e queda de receita

O estudo financeiro do Leão ainda aponta um aumento do passivo geral do clube de quase R$ 60 milhões

Publicado em 17/04/2018, às 07h22

Arnaldo Barros foi procurado pelo JC, mas disse, através da assessoria, que esses assuntos serão tratados dentro do clube / Foto: Williams Aguiar/ Sport
Arnaldo Barros foi procurado pelo JC, mas disse, através da assessoria, que esses assuntos serão tratados dentro do clube
Foto: Williams Aguiar/ Sport
Filipe Farias
Twitter: @_filipefarias

Não é só dentro de campo que o Sport vem sofrendo sucessivos reveses. Administrativamente, o Leão tem apresentando números negativos bastante alarmantes. A reportagem do Jornal do Commercio obteve acesso ao balanço financeiro do clube em 2017 - que tem de ser divulgado até o final desse mês - e pôde constatar uma queda de 19% da receita em comparação com 2016, um déficit (receita x despesa) anual de R$ 18.313.641,14 e, para piorar, o passivo geral do clube teve um aumento de quase R$ 60 milhões.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, confirmou a veracidade do documento obtido pelo JC e se mostrou bastante preocupado com o grave relatório financeiro do clube. “Esses números do balanço procedem. São extremamente preocupantes. É uma decepção porque o Sport vinha num equilíbrio financeiro muito grande e, agora, aparece esse rombo”, declarou.

Confira a entrevista com Homero Lacerda:

Procurado pela reportagem do JC, o presidente Arnaldo Barros respondeu através da assessoria de comunicação que “assuntos internos do clube devem ser tratados internamente na Ilha do Retiro. E que todas as explicações e justificativas serão concedidas na reunião do Conselho Deliberativo, no próximo dia 24”.

Se em 2016 o Sport teve uma arrecadação recorde de receita (R$ 129.596.886,00), no ano passado o clube apresentou uma queda de faturamento de R$ 24.125.140,00. “A diminuição de receita é consequência do rendimento do futebol. É decepcionante. Não ganha nada há anos. Na última temporada, por exemplo, os resultados em campo foram calamitosos. Tudo é consequência do desmantelo financeiro”, disse Homero.



 

Com o clube gastando (R$ 123.785.387,00) mais do que conseguia arrecadar (R$ 105.471.746,00), uma hora a conta iria chegar. Tanto que, na reta final do Brasileirão de 2017, o elenco rubro-negro passou a conviver com os atrasos salariais. “Os jogadores chegaram a se negarem a entrar em campo para jogar no ano passado. Tudo em consequência da situação financeira do clube. Isso afeta no futebol. E o futebol mal, as finanças só pioram”, explicou Homero. “Arnaldo não pode mais comprometer o Sport financeiramente, pois isso pode ter consequência nos próximos dez anos. Basta ver os nossos coirmãos Náutico e Santa Cruz, que estão na Terceira Divisão. É preciso manter os pés no chão para não inviabilizar o clube administrativamente em um futuro próximo”.

EX-PRESIDENTES

Com a caixa preta da administração da atual gestão do Sport, aos poucos, sendo aberta, alguns líderes políticos do clube externaram temor quanto ao futuro do Leão. “A situação do Sport é constrangedora. É uma situação que deixa toda nação rubro-negra preocupada. Como pode em tão pouco tempo o clube entrar em um tsunami financeiro? Acabaram com o clube administrativamente. Isso vai provocar um reflexo não só agora, mas nos próximos anos. Todo o trabalho para conseguir equilibrar as contas foi por água abaixo”, lamentou Wanderson Lacerda.

Para o também ex-presidente leonino, Luciano Bivar, a diretoria executiva não pode fazer loucuras no futebol para tentar amenizar a crise interna. “O problema do Sport é grande, mas tem como resolver. Só não pode agravar mais. O resultado de campo é normal: ora se ganha, ora se perde. Sendo que o futuro do clube não pode mais ser comprometido com uma gestão que só quer soerguer dentro do campo de jogo e acentuar ainda mais os problemas. Por isso que estamos extremamente preocupados. Arnaldo (Barros) precisa entender que as coisas dentro do clube precisam ser modificadas”.

 




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