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Balanço

Sport fechará 2018 com saldo ruim nas contratações

Direção usou quatro estratégias para reforçar elenco, mas contratados não corresponderam até agora

Publicado em 12/09/2018, às 07h32

Repatriado, Marlone foi o que mais jogou em 2018. Mas ainda não convenceu / Diego Nigro/JC Imagem
Repatriado, Marlone foi o que mais jogou em 2018. Mas ainda não convenceu
Diego Nigro/JC Imagem
Diego Toscano
Twitter: @diegotoscanoo

Na última terça (11), Adenilson e Matheus Peixoto, os últimos cartuchos do Sport para o Brasileirão, foram apresentados visando a reta final da Série A. Com os dois, o Leão fecha a temporada com 27 contratações. Em 2018, apesar de quatro estratégias para trazer reforços, o saldo até agora é negativo: eliminação precoce no Pernambucano (semifinais) e na Copa do Brasil (segunda fase), além de estar na zona de rebaixamento no Brasileirão.

Com problemas financeiros desde o início da temporada, a primeira aposta do Sport no ano foi tentar acordo com clubes para dividir e amenizar o impacto de salários de jogadores mais experientes. Ao longo do ano, oito times fizeram parcerias com o Leão: Internacional (Cláudio Winck, Ernando, Léo Ortiz e Andrigo), Corinthians (Fellipe Bastos e Marlone), Cruzeiro (Nonoca e Rafael Marques), Atlético-PR (Deivid), Palmeiras (Michel Bastos), Flamengo (Gabriel), Grêmio (Hernane Brocador), Santos (Felipe Rodrigues) e São Paulo (Morato).

A estratégia inicial, porém, não rendeu os frutos esperados. Hoje, dos 12, apenas Gabriel e Brocador são titulares. Jogadores de renome como Michel Bastos e Rafael Marques perderam espaço, enquanto outros, de menos currículo, já foram dispensados (Felipe Rodrigues) ou não estão com prestígio com a comissão técnica, casos de Morato e Fellipe Bastos.

Além de acordos, o Leão também apostou em jogadores desconhecidos no mercado. Foram contratados sete atletas que nunca haviam disputado uma Série A: Jean (Atlético Tubarão-SC), Max e Ferreira (São Caetano), Adenilson e Matheus Peixoto (Bragantino), Hygor (Ferroviária-SP) e Carlos Henrique (Londrina). Desses, apenas o último, que já foi devolvido para o time paranaense, fez mais de 10 jogos pelo Leão e marcou dois gols. Já Jean, Adenilson e Matheus Peixoto não estrearam ainda, enquanto o zagueiro Max só fez um jogo.




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As repatriações também foram tentadas no Sport. Com as perdas de jogadores importantes no setor ofensivo no início do ano, casos de Anselmo - apesar de ser volante (Al-Wehda) -, Rithely (Internacional), Everton Felipe (São Paulo), Thomás (Londrina e Apollon Smyrnis, da Grécia), Lenis (Atlético Nacional-COL) e André (Grêmio), o Leão tentou repetir o sucesso de 2015 com Marlone e Hernane Brocador. O primeiro, apesar de ser o jogador que mais atuou no clube em 2018, com 37 partidas, e também o artilheiro da equipe no ano, com sete gols e ao lado de Anselmo, ainda não conseguiu sequer se firmar como titular. Brocador, apesar de ser o dono da camisa 9, ainda não marcou um tento na sua volta.

Por fim, uma estratégia bem usada nos últimos anos, com a chegada de jogadores como os colombianos Reinaldo Lenis e Henríquez, além do chileno Mark Gonzalez, foi repetida em menor escala. Em 2018, o Leão contratou dois brasileiros que atuaram fora do País: o goleiro Luan Polli, que estava no Naxxar Lions, de Malta, e o atacante Mateus Gonçalves, que estava no Tijuana, do México. O colombiano Elkin Blanco, do América de Cali, até chegou a ser anunciado, mas não passou nos exames médicos e foi descartado pela diretoria.

Mesmo com apenas uma vitória nos últimos 13 jogos, a diretoria do Sport confia na força de recuperação do atual elenco. “Acreditamos no grupo, na força do trabalho conjunto, com diretoria, comissão técnica e jogadores. Entendemos que todos tem como tirar o Sport dessa situação. Temos convicção de que isso vai acontecer”, afirmou Klauss Câmara, executivo de futebol do Leão.

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