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Conselho do Sport investigará indícios de apropriação indébita da gestão Arnaldo Barros

Segundo Fernando Pessoa, atual presidente do Conselho Deliberativo do Leão, há indícios de não ter havido repasse de recolhimento de Imposto de Renda e INSS de funcionários

Publicado em 24/04/2019, às 12h46

Clima político no Leão está complicado por conta de problemas financeiros / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Clima político no Leão está complicado por conta de problemas financeiros
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Klisman Gama
Twitter:@KlismanGama

O clima político no Sport volta a efervescer depois de um fim de ano complicado. Na noite dessa terça-feira (24), o Conselho Fiscal do clube reprovou o balanço financeiro referente a 2018, ainda na gestão do ex-presidente Arnaldo Barros. O Conselho Deliberativo alega que informações repassadas não condizem com a realidade do clube, como a garantia de recebimento de verbas, como a da venda de Diego Souza e adiantamentos de receita de televisão. Toda essa questão soma ao bloqueio de cotas que o Leão sofreu na segunda-feira, expedido pela 12ª Vara da Justiça do Trabalho.

Está sendo averiguado também, por parte do Conselho Fiscal do Sport, indícios de crime apropriação indébita por parte da antiga gestão. Significa que os valores recolhidos de Imposto de Renda e INSS dos funcionários do clube foram recolhidos, mas não depositados. Questões que complicam mais o cenário político vivido pelo Sport. O presidente do conselho deliberativo do Sport, Fernando Pessoa, concedeu entrevista à Rádio Jornal, durante o program 'O Assunto é Futebol - 2° Tempo'. 

OUÇA A ENTREVISTA 

“O conselho fiscal, depois do balanço, emitiu um parecer, na figura do atual presidente. Nós recomendamos que não fosse aprovado, porque há indícios de crime de apropriação indébita. Você recolhe do seu funcionário o imposto de renda e retém na fonte. Não repassados à Receita Federal.  Você não recolhe do funcionário e você tem sua obrigação como empregador com o INSS e não recolhe nada. Isso são indícios de existência de crime, que está no código penal. Mas isso tem nos contratos que foram muito gravosos ao Sport. Contrato de fornecimento de alimento, da área de tecnologia da informação. Então não foi aprovado por essas questões”, explicou o presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Fernando Pessoa.

“De modo contínuo, formamos uma comissão de cinco conselheiros que detém expertise de questões semelhantes. Demos o prazo de 30 dias a essa comissão, e no fim do prazo será apresentado o parecer desta comissão, se for para indiciamento propositura de ações cíveis ou penais. Nós temos que convocar uma assembléia geral para que nos autorize a fazer uma demanda contra ex-dirigentes”, acrescentou.



VALORES E BALANÇO

As contas apresentadas, segundo o dirigente leonino, apresentam dados que não se sustentam. Além disso, ele também questionou a venda do meia Diego Souza ao São Paulo, que ainda está retida na Justiça do Rio de Janeiro, por conta de uma reclamação feita pelo Fluminense. O clube carioca se via no direito de receber uma parcela da venda do atleta, por conta de um acerto prévio com o Leão. Junto a este fato, o presidente do Conselho Deliberativo também comentou sobre os valores a receber da cota de televisão. Por conta de adiantamentos, o Sport ficou devendo R$ 18 milhões à emissora detentora dos direitos de transmissão.

“Foi nos dito que teríamos oito milhões para disputar a Série B mais o pay-per-view. Quando se chega na Globo, sabemos que ou era o pay-per-view, ou os oito milhões. Foi adiantado 18 milhões para serem pagos nove milhões no exercício 2019 e nove milhões no exercício 2020. Em suma, não teríamos receita. Graças a habilidade do nosso presidente e vice-presidente, Milton Bivar e Carlos Frederico, chegamos a um acordo e vamos ter por volta de seis milhões, e vamos alongar o perfil da dívida”, encerrou Fernando Pessoa.

ARNALDO BARROS

Em entrevista a Ralph de Carvalho na Rádio Jornal, o ex-mandatário do Sport confrontou dados divulgados do balanço financeiro sobre a sua gestão em 2018. Ele alegou que não há indícios de erros ou que atos ilícitos tenham sido cometidos no seu mandato.



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