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Presidente do Sport projeta cenário ideal para construir arena em até cinco anos

Estabilidade na Série A, apoio dos sócios e negociação de direitos são fundamentais

Publicado em 14/09/2019, às 20h53

"Eu consigo em quatro ou cinco anos que o Sport pode ter uma arena", garantiu Bivar
Foto: JC Imagem
Diego Borges
Twitter: @DiBorges9

Inaugurado em 1937, o estádio Adelmar da Costa Carvalho é símbolo de apreço de todo torcedor do Sport e um marco do futebol pernambucano, servindo inclusive como palco para jogos da Copa do Mundo de 1950. Quase centenária, a Ilha do Retiro hoje foge dos atuais padrões da FIFA para receber jogos do mais alto nível de seleções, o que desperta o interesse de uma reforma na estrutura do estádio, como no caso do presidente executivo, Milton Bivar.

Em entrevista exclusiva ao repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal, o mandatário leonino resgatou o desejo de adequar a Ilha do Retiro aos padrões mais atuais de arena, condicionando a fatores que vão desde a estabilidade do clube na elite do futebol brasileiro, até a negociação de direitos a investidores no setor de construção civil.

"Tenho vontade enorme e desejo muito grande de reformar a Ilha do Retiro. Tenho certeza que, se o Sport ficar dois ou três anos na Série A e a gente continuar tendo apoio dos sócios e tudo o mais, que eu consigo em quatro ou cinco anos que o Sport pode ter uma arena com recursos próprios", apontou Milton Bivar.



"LONGO PRAZO"

Ainda de acordo com o presidente, o passo da reforma só poderá se realizar a partir de uma gestão das atuais dívidas do clube. "É um negócio a longo prazo. Não esperava que a coisa fosse tão difícil, que o buraco fosse tão fundo como a gente constatou que é. Já trabalhamos dentro dessa expectativa. É um trabalho longo, que não vai mudar da noite para o dia. Mesmo voltando para a Série A, que pode dar um alento no aspecto financeiro, o Sport não pode fugir dessa gestão de responsabilidade como estou fazendo", destaca, antes de prometer não expandir os débitos do clube nos próximos anos.

"Conseguimos estancar as dívidas. Elas não vão aumentar um real sequer este ano e para o próximo ano também não vão aumentar. A tendência, se voltar para a Série A, é que ela (dívida) venha a diminuir ano a ano, para que assim a gente retorne à estabilidade financeira e possa ter um crescimento sustentável para o clube investir no patrimônio", completou.

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