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Homenagem

Pracinha homenageado por Dilma lamenta que o mundo ainda viva em guerra

Aos 97 anos, Nestor da Silva colocou o uniforme de coronel e compareceu nesta sexta-feira (8) ao Palácio do Planalto, onde foi homenageado ao lado de outros ex-combatentes

Publicado em 08/05/2015, às 22h07

A presidenta Dilma Rousseff abraça o ex-combatente Nestor da Silva, após condecorá-lo com a Ordem Nacional do Mérito, durante cerimônia comemorativa pelos 70 anos do Dia da Vitória, no Palácio do Planalto, que marca o fim da 2ª Guerra Mundial / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff abraça o ex-combatente Nestor da Silva, após condecorá-lo com a Ordem Nacional do Mérito, durante cerimônia comemorativa pelos 70 anos do Dia da Vitória, no Palácio do Planalto, que marca o fim da 2ª Guerra Mundial
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
ABr

Aos 97 anos, Nestor da Silva colocou o uniforme de coronel e compareceu nesta sexta-feira (8) ao Palácio do Planalto, onde foi homenageado ao lado de outros ex-combatentes, representando todos os brasileiros que lutaram na 2ª Guerra Mundial. Durante a cerimônia comemorativa pelos 70 anos do Dia da Vitória, ele recebeu da presidenta Dilma Rousseff as insígnias da Ordem Nacional do Mérito.

O pracinha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ressaltou que as guerras atuais são diferentes das do passado. “Agora [o que ocorre] é a guerra da guerrilha. É o lema do guerrilheiro que está em toda parte e não é encontrado em lugar nenhum”, disse, lamentando o fato de o mundo ainda não ter conseguido uma paz duradoura. “Infelizmente, depois de 70 anos, a gente ainda não vê no horizonte um sinal de uma paz eterna, que nós precisamos”.

Nestor da Silva marchou de Sul a Norte da Itália, e lembra da rendição de uma tropa alemã derrotada em combate pelos soldados brasileiros, com o apoio do Exército francês.  “Essa divisão [militar] demonstrou que o soldado brasileiro é tão bom ou melhor do que aqueles que se julgavam maiores do que nós”. Segundo ele, os alemães “achavam que éramos uma sub-raça“.



Nesta sexta, ele comemora a participação na guerra e a alegria de ter voltado voltado para casa, para junto da família, o que chamou de “dádiva divina”. Para o pracinha brasileiro, o fato de navios brasileiros terem sido bombardeados por submarinos alemães, já seria motivo para que o Brasil entrasse no conflito.

Boris Schnaiderman nasceu na Ucrânia em 1917. Em dezembro de 1925, veio para o Brasil com a família e foi morar no Rio de Janeiro. Em 1941, naturalizou-se brasileiro e acabou indo para a Itália lutar na 2ª Guerra Mundial, pela FEB. Segundo ele, muitos brasileiros que foram para a guerra eram pessoas humildes. "Classe média e mais ricos eram minoria na tropa. A grande maioria era do povo pobre do Brasil que não sabia o que estava fazendo ali", disse.

 


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