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Tragédia

Vítimas do acidente que matou sete na Bahia dizem que motorista cochilou ao volante

Coletivo saiu de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, com destino à cidade de São Paulo

Publicado em 30/12/2016, às 00h06

Capotamento ocorreu por volta das 5h desta quinta-feira (29), no Km 748 da BR-116, em Poções, na Bahia / Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação
Capotamento ocorreu por volta das 5h desta quinta-feira (29), no Km 748 da BR-116, em Poções, na Bahia
Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação
JC Online

Duas das 43 pessoas que sobreviveram ao acidente com um ônibus da empresa pernambucana Cida Transportes que vitimou sete pessoas na cidade de Poções, na Bahia, afirmaram que o motorista do veículo demonstrava sinais de extrema fadiga e que possivelmente cochilou ao volante, provocando a tragédia. O capotamento ocorreu por volta das 5h desta quinta-feira (29), no Km 748 da BR-116 e matou seis adultos e uma criança. O coletivo saiu de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, com destino à cidade de São Paulo com dois motoristas e 48 passageiros.

"O moço vinha correndo muito, de 10 em 10 minutos ele parava pra lavar o rosto. Por que ele não parou para dormir, para descansar? Ele optou por colocar nossas vidas em risco", afirmou Maria das Graças Alves de Andrade, de 43 anos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou ao jornal Correio, da Bahia, que o ônibus não tinha permissão para fazer transporte de passageiros.

A mulher é esposa de Maurílio Melo de Andrade, 47, um dos mortos no acidente. O casal é de Pesqueira, município situado no Agreste pernambucano, mas mora em São Paulo há nove anos. Marido e mulher voltaram à cidade natal para batizar a filha, uma menina de 6 anos que também estava no ônibus, mas não teve ferimentos graves. "A empresa não está me dando suporte algum. Perdi minha metade, mas vou tocar o barco e correr atrás dos meus direitos", disse.



"Foi negligência do motorista"

A versão contada por Maria de Fátima é ratificada por Ivanilda dos Santos Pereira, que também estava no coletivo. Segundo ela, o segundo motorista do ônibus havia pedido ao condutor para trocar de lugar com ele, mas não foi atendido. "Pouco antes do acidente o ônibus havia tombado um pouco e o outro motorista perguntou: 'quer que eu leve?'. Ele respondeu que dava pra ir. Vinte minutos depois o ônibus capotou", comentou.

"Foi negligência do motorista. Se ele viu que estava com sono, deveria ter passado a direção para outro motorista. Todo mundo pediu para ele parar, mas ele disse que dava pra levar", cravou Ivanilda, que levou oito pontos na cabeça e está com um dos filhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.




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