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Vacinação

Após mortes por raiva humana, governo reforça vacinação no Amazonas

Cerca de 700 moradores das nove comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini devem ser imunizados

Publicado em 05/12/2017, às 19h35

Aproximadamente 270 pessoas informaram que foram atacadas por morcegos nos últimos 12 meses / Foto: Agência Brasil
Aproximadamente 270 pessoas informaram que foram atacadas por morcegos nos últimos 12 meses
Foto: Agência Brasil
Agência Brasil

Cerca de 700 moradores das nove comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini, em Barcelos, no Amazonas, devem ser imunizados com vacina antirrábica humana nos próximos dias. A medida foi autorizada pelo Ministério da Saúde em resposta à solicitação da Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas. Uma criança e um adolescente da mesma família morreram nos últimos 15 dias vítimas da raiva humana. Outro adolescente, irmão dos que faleceram, está internado em estado grave com o mesmo diagnóstico. Os três podem ter sido contaminados pelo vírus da raiva após serem mordidos por morcegos.

600 doses

A Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas enviou nesta terça-feira (5) mais 600 doses da vacina antirrábica humana para a Secretaria de Saúde de Barcelos, totalizando 3,1 mil doses desde o início do surto na comunidade. Segundo levantamento do órgão municipal, aproximadamente 270 pessoas informaram que foram atacadas por morcegos nos últimos 12 meses. Estas pessoas já tomaram três doses da vacina e devem receber a última dose até o dia 13 de dezembro.



Para os moradores que não foram mordidos por morcegos, será aplicada uma vacina de pré-exposição. A intenção é garantir 100% de cobertura. Além da imunização dos moradores da região, estão sendo reforçadas as ações de vacinação de animais domésticos, inclusive nas comunidades onde não há casos de agressão por morcegos.

As equipes de saúde enfrentam dificuldades de acesso às comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini. A região só é acessível por meio de barcos, que no período de seca precisam transpor corredeiras e bancos de areia em trajetos de quase 12 horas. As ações têm o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


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