Jornal do Commercio
Normalização

Jungmann: Situação no RN está segura e decreto de calamidade não muda nada

O ministro da Defesa afirmou que o Exército já restabeleceu a segurança no estado e a declaração de calamidade não altera o trabalho dos militares

Publicado em 06/01/2018, às 11h48

Jungmann ressaltou, no entanto, que o apoio das Forças Armadas é uma situação extraordinária / Foto: Marcelo Camargo / ABr
Jungmann ressaltou, no entanto, que o apoio das Forças Armadas é uma situação extraordinária
Foto: Marcelo Camargo / ABr
Estadão Conteúdo

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que o Exército restabeleceu a segurança no Rio Grande do Norte e que o fato de o Estado ter decretado estado de calamidade no Sistema de Segurança Pública "não muda nada" no trabalho que está sendo feito. "O estado está seguro pelo Exército. A segurança está conosco e a situação está normal", disse. 

A Operação de Garantia da Lei da Ordem (GLO) no Estado, denominada de Potiguar III, garantiu ao Rio Grande do Norte a presença de 2,8 mil homens do Exército desde o último dia 29. Segundo o ministro, não há previsão de aumento de efetivo. 

No dia 1º, quando apresentou um balanço dos primeiros dias da operação no Estado, o ministro afirmou que a segurança proporcionada pela presença das Forcas Armadas pôde ser comprovada na festa da virada do ano nas ruas. "Nós prometemos trazer tranquilidade, trouxemos. Nós prometemos restaurar a ordem, ela está restaurada", disse o ministro na ocasião.



Jungmann ressaltou, no entanto, que o apoio das Forças Armadas é uma situação extraordinária. "As Forças Armadas não podem ficar permanentemente, nem aqui, nem em nenhum outro Estado. Primeiro, porque a Constituição não permite. Em segundo lugar, o custo é muito elevado", destacou. "Nós sabemos que existem outros custos, mas esta (a segurança pública) é uma atribuição do Estado do Rio Grande do Norte e compete ao Estado restaurar de forma permanente", destacou o ministro. 

Crise financeira e greve

O Rio Grande do Norte tem atravessado uma crise financeira e, com o decreto de calamidade, o Estado pode pleitear mais recursos. Durante a coletiva no dia 1º de janeiro, o ministro da Defesa anunciou que o governo federal liberou R$ 225 milhões para o Rio Grande do Norte para que salários atrasados possam ser quitados. 

Ele destacou ainda a decisão do desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que determinou que os comandantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e o delegado-geral da Polícia Civil do Estado prendam os policiais responsáveis "por incitar, defender ou provocar" a paralisação iniciada no último dia 19.


Recomendados para você


Comentários

Por Ricardo,06/01/2018

O RN está dessa forma vergonhosa, isso deve ser por que O QUERIDO LULA FEZ MUITO PELO NORDESTE BEM FEITO

Por Igor,06/01/2018

Chega de sustentar malandro, se não vigiarem, esses R$ 225.000.000,00 também vão desaparecer, a corrupção corre solta no nordeste e o governo federal despeja dinheiro nesses corruptos..., o RN sempre parasitando estados do sudeste.

Por Igor,06/01/2018

Esse decreto de "calamidade" é um tremendo "golpe" para ver se o corrupto Governo Federal manda dinheiro para o estado, se assim acontecer, logo que o dinheiro chegue, some como por encanto.

Por Vaulber B. Pellegrini,06/01/2018

Jungmann .... dá uma rodada a noite pela cidade!!!



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

BRT: E agora? BRT: E agora?
Ele está ferido, sofrido. Esquecido. E sem perspectivas de melhoria. Tem sobrevivido como é possível e, apenas pontualmente, esboça reações positivas. O sistema BRT, Bus Rapid Transit, tem sofrido de inanição em todo o País. E poderá se perder.
Especial educação Especial educação
E se você descobrisse que o futuro ligado às tendências que irão norteá-lo já chegou? O mundo hoje é um mar de oportunidades, para conhecimento, informação e inovação. Cada vez mais o profissional precisa evoluir. Por isso veja o caminho a seguir
A revolução da ciclomobilidade: o exemplo de Fortaleza A revolução da ciclomobilidade: o exemplo de Fortaleza
A capital cearense, diferentemente da pernambucana – embora nordestina também – deu um salto na infraestrutura viária voltada para as bicicletas. A cidade está repleta de ciclofaixas. Por toda parte. E a grande maioria conectada

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM