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repercussão internacional

Nicarágua: grupo faz vigília para homenagear estudante pernambucana

No protesto, grupo ainda saiu em defesa dos médicos, que afirmam que seguirão na luta

Publicado em 25/07/2018, às 11h38

Jornais locais comentaram o caso, chamando atenção da busca do governo brasileiro por respostas / Foto: Reprodução/Twitter
Jornais locais comentaram o caso, chamando atenção da busca do governo brasileiro por respostas
Foto: Reprodução/Twitter
JC Online

A morte da pernambucana Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos, chocou não só os brasileiros, mas também a população da Nicarágua, que passa por uma onda de protestos, onde pedem a saída do presidente Daniel Ortega. Ainda nessa quarta-feira (25), um grupo de manifestantes realizou uma vigília em homenagem à estudante de medicina, morta a tiros na última segunda (23). No protesto, o grupo ainda saiu em defesa dos médicos.

Ainda sobre a repercussão na Nicarágua, os jornais locais comentaram o caso, chamando atenção da busca do governo brasileiro por respostas do crime.

 

Um dos jornais, o 'Confidencial', localizado em Manágua, cidade em que a estudante de medicina foi morta a tiros, afirmou que o Brasil reagiu com 'indignação e rejeita repressão na Nicarágua'. Já o 'La Prensa', também de Manágua, afirma que o governo brasileiro exige que 'o governo de Ortega explique o crime' de Raynéia.

O 'El Nuevo Diario', utilizou como manchete 'Bala de alto calibre mata brasileira', onde ainda conta que o grupo de civis que supostamente atiraram na pernambucana, ainda permanecem no local.

Indignação

O governo recebeu com "profunda indignação" a notícia da "trágica" morte da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, ocorrida na última segunda-feira (23) em Manágua, na Nicarágua, e busca esclarecimentos junto ao governo nicaraguense, informou nesta terça-feira, 24, o Itamaraty, em nota.

O documento expressa condolências à família da jovem e condena o uso excessivo da força na repressão aos protestos que ocorrem naquele país desde abril, quando a população rejeitou uma proposta de reforma previdenciária depois abandonada pelo governo. A universitária foi morta a tiros. 



   

Relembre o caso

A morte da estudante Raynéia, 32 anos, cursava o último ano de Medicina e foi baleada quando dirigia para casa no sudoeste de Manágua por volta de meia-noite, informou à AFP o reitor da Universidade Americana (UAM), Ernesto Medina.

O crime aconteceu no complexo residencial Lomas de Monserrat, onde, segundo testemunhas, paramilitares atiraram contra seu carro. A estudante foi levada pelo namorado para o hospital, mas os "ferimentos eram fatais" e ela faleceu nas primeiras horas da manhã, indicou Medina.

Uma bala perfurou o fígado e a jovem morreu quando era atendida no Hospital Militar em Manágua, de acordo com informações do canal 100% Noticias.

Raynéia, que morava há seis anos na Nicarágua, nasceu em Pernambuco e fazia estágio no hospital da Polícia Roberto Huembes, indicou Medina, que era um de seus professores na UAM.

Brasília chamou para consultas seu embaixador na Nicarágua, Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos, e segundo a Agência Brasil, a morte de Raynéia Lima motivou também a convocação da embaixadora da Nicarágua em Brasília, Lorena del Carmen Martínez, para dar sua versão dos fatos.





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