Jornal do Commercio
HOMENAGEM

Brasileira assassinada na Nicarágua é homenageada em Manágua

A estudante foi assassinada na noite do dia 23

Publicado em 27/07/2018, às 09h20

A estudante Raynéia Gabrielle tinha 31 anos e era estudante de medicina / Foto: Reprodução
A estudante Raynéia Gabrielle tinha 31 anos e era estudante de medicina
Foto: Reprodução
Agência Brasil

Um grupo de estudantes de Medicina da Universidade Americana (UAM) prestou homenagem à Raynéia Gabrielle Lima, estudante brasileira assassinada na noite do dia 23, no sul de Manágua, capital da Nicarágua.

As bandeiras do Brasil e da Nicarágua foram colocadas na rotatória Jean-Paul Genie, local onde várias flores e fotos lembram os estudantes mortos desde 18 de abril, quando teve início a revolta popular contra o presidente do país, Daniel Ortega.

Com a frase "Nascida no Brasil, Renascida na Nicarágua", os companheiros de faculdade de Raynéia homenagearam ontem (26) a jovem brasileira, que foi atingida por um tiro no peito disparado por um grupo de paramilitares, segundo o reitor da UAM, Ernesto Medina.

Desde o início da crise no país, 448 pessoas morreram na Nicarágua, vítimas da repressão de Ortega aos protestos, de acordo com dados de organizações humanitárias locais e internacionais.

"É preciso dizê-lo, os paramilitares que estavam na casa de Chico López foram os que dispararam", disse Medina.

López é tesoureiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), partido de Ortega. Há pouco tempo, ele era gerente de duas grandes empresas estatais dos setores de petróleo e construção.



A estudante brasileira morava no mesmo bairro que López, uma região exclusiva no sul da capital nicaraguense.

"As forças paramilitares sentem que têm carta branca. Ninguém vai dizer nada ou fazer nada com eles. Eles andam por aí sequestrando e fazendo operações policiais", denunciou o reitor da UAM.

Versão do governo da Nicarágua

O governo da Nicarágua nega que Raynéia tenha sido morta por paramilitares e afirma que a brasileira foi baleada por um vigilante de uma empresa privada de segurança.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) responsabilizaram o governo da Nicarágua por assassinatos, execuções extrajudiciais, maus tratos e possíveis atos de tortura.

Depois da morte de Raynéia, o Ministério das Relações Exteriores  convocou a embaixadora da Nicarágua em Brasília, Lorena Martínez, para consultas e chamou temporariamente de volta ao país o embaixador brasileiro Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos, em Manágua, para consultas.

Em nota, o governo brasileiro expressou "profunda indignação" com o crime e pediu ao governo da Nicarágua para identificar e punir os responsáveis pela morte de Raynéia.




Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Irmã Dulce e as lições que se multiplicam Irmã Dulce e as lições que se multiplicam
A Santa Dulce dos Pobres deixou um legado enorme por todo o país, e não poderia ser diferente em Pernambuco. Veja exemplos de quem segue o "anjo bom da Bahia"
Jackson era grande demais para um pandeiro Jackson era grande demais para um pandeiro
Em pouco tempo, Jackson do Pandeiro deixou claro que não se tratava apenas de uma voz a mais no cenário artístico pernambucano. Confira especial sobre o artista
Especial Novo Clima Especial Novo Clima
O inverno não é mais o mesmo. E nem o verão. Os efeitos da crise climática alteraram a rotina de milhares de cidadãos das grandes cidades. O JC traz reportagens especiais desvendando o "novo clima"

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2020 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM