Jornal do Commercio
DIPLOMACIA

Brasil integra grupo de trabalho para discutir crise na Nicarágua

O conflito na Nicarágua tem causado protestos diários com diversas mortes

Publicado em 10/08/2018, às 07h15

A estimativa é que mais de 300 pessoas morreram incluindo crianças e mulheres / Foto: Marvin Recinos/AFP
A estimativa é que mais de 300 pessoas morreram incluindo crianças e mulheres
Foto: Marvin Recinos/AFP
Agência Brasil

Um grupo de trabalho, formado por representantes de 12 países, foi designado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para buscar o diálogo nacional e soluções para a crise na Nicarágua. Há quase quatro meses, o país vive em clima de conflito

. São protestos diários, violência e repressão. A estimativa é de que mais de 300 pessoas, incluindo crianças e mulheres, morreram.

Outros países

Representantes do Brasil integrarão o grupo de trabalho, ao lado de nomes dos seguintes países: Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guiana, México, Panamá e Peru.  O anúncio foi feito durante um Conselho Permanente da OEA, em Washington (EUA), pela embaixadora da Costa Rica na organização, Rita María Hernández.

A criação do grupo de trabalho foi aprovada no último dia 2 por 20 dos 34 países que integram ativamente a OEA. A resolução fixava 10 de agosto como limite para a formação do grupo e estabelecia que ele deveria ser composto de no mínimo cinco membros.



Durante a sessão, o ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Denis Moncada, reiterou sua oposição a um dos principais pontos do grupo: designar uma missão para visitar o país, que sempre precisará do consentimento do Executivo correspondente.

"A Nicarágua rejeita e condena essa ação desrespeitosa de um grupo de países deste conselho, ao tentar constituir-se em uma autoridade estrangeira, interferindo nos assuntos internos que competem exclusivamente aos nicaraguenses", ressaltou Moncada.

Outra missão será respaldar o diálogo nacional na Nicarágua, que começou em maio com a mediação da Igreja Católica e que está parado por causa da recusa do governo de antecipar as eleições marcadas para 2021, principal exigência da oposição. O cardeal nicaraguense, Leopoldo Brenes, informou que a Igreja busca a retormada do diálogo.

Os protestos contra o presidente Daniel Ortega começaram em 18 de abril, por causa de uma reforma da Previdência que depois foi cancelada, e deixaram 317 mortos, de acordo com os últimos números da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), enquanto outras organizações humanitárias contabilizam 448 vítimas e o Executivo, 197. As manifestações se tornaram uma campanha dos que pedem a renúncia do governante, depois de 11 anos no poder, com acusações de abuso e corrupção.





Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Copa América no Brasil Copa América no Brasil
Confira a relação da Copa América com o Brasil, o histórico e detalhes da edição deste ano, na qual a seleção terá que se virar sem Neymar, cortado do torneio. Catar e Japão participam como convidados
O nome dele era Gabriel Diniz O nome dele era Gabriel Diniz
José Gabriel de Souza Diniz, o Gabriel Diniz, ou simplesmente GD como os fãs o chamavam, morreu precocemente, aos 28 anos, em um acidente com um pequeno avião no litoral sul de Sergipe ocorrido na segunda-feira, 27 de maio de 2019.
Conheça o udigrudi pernambucano Conheça o udigrudi pernambucano
O udigrudi pernambucano reuniu um grupo de talentosos jovens músicos que, na primeira metade dos anos 70, gravou discos absolutamente não comerciais, fez rock and roll na terra do frevo, produziu festivais, insistiram na permanência do sonho.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM