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ABORTO

Condenados três acusados por aborto que causou morte de gestante no Rio

Eles participavam de uma grupo criminoso que praticava abortos ilegalmente, pelo valor de R$ 2 mil a R$ 5 mil

Publicado em 10/08/2018, às 14h25

Uma das mulheres mortas durante o procedimento é Jandyra. Ela teve o corpo esquartejado pelos acusados, na tentativa de se livrarem do crime / Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma das mulheres mortas durante o procedimento é Jandyra. Ela teve o corpo esquartejado pelos acusados, na tentativa de se livrarem do crime
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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A Justiça do Rio de Janeiro condenou três acusados de integrar um grupo criminoso que praticava abortos e que foi responsável pela morte de Jandyra Magdalena dos Santos Cruz. Ela morreu depois de se submeter a um aborto na clínica clandestina, em 2014. Seu corpo foi esquartejado e carbonizado em seguida. Além de Jandyra, mais duas grávidas morreram durante procedimentos na clínica.

Carlos Augusto Graça de Oliveira, Rosemere Aparecida Ferreira e Vanusa Vais Balcine foram condenados pelos jurados do 4º Tribunal do Júri do Rio na madrugada de hoje, depois de um julgamento que durou 12 horas.

A maior pena foi dada a Rosemere Aparecida Ferreira, acusada de gerenciar o grupo, fazer contato com clientes e repartir o dinheiro: 35 anos e seis meses de prisão por homicídio, aborto, destruição de cadáver e formação de quadrilha.



O falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira foi condenado a 26 anos e seis meses, por homicídio, aborto e formação de quadrilha. Já Vanusa Vais Balcine, também acusada de comandar o grupo, foi condenada a 15 anos e seis meses por aborto seguido de morte, aborto, destruição de cadáver e formação de quadrilha.

O regime de cumprimento de pena será inicialmente fechado. Os réus não poderão recorrer em liberdade. Na sentença, o juiz Gustavo Gomes Kalil destacou que a quadrilha era organizada e sofisticada, que operou durante anos no Rio e cobrava entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por aborto.

R$ 1 milhão por mês

Acredita-se que o grupo recebia em torno de R$ 1 milhão por mês. “O negócio explorava o desespero de mulheres que engravidavam e, pelos mais variados motivos, recorriam a eles”, disse o juiz.





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